Variedades • 17:09h • 12 de outubro de 2026
Colisão com ave provoca ocorrência em avião e especialista explica como pilotos agem
Aeronave seguia para Guarulhos quando precisou interromper o voo; especialista explica os riscos de colisões com pássaros e os sistemas de segurança da aviação
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da UNINASSAU | Foto: Divulgação
Um avião que havia decolado do Recife com destino a Guarulhos, em São Paulo, precisou retornar ao aeroporto da capital pernambucana na tarde de segunda-feira, 5 de outubro, após registrar um princípio de incêndio em um dos motores. Segundo a companhia aérea, a ocorrência envolveu uma colisão com ave, situação conhecida na aviação como bird strike.
O incidente chamou atenção pelas imagens de chamas na região do motor, mas a presença de fogo não significa necessariamente que a aeronave tenha perdido sua capacidade de voar. A gravidade depende dos danos provocados pelo impacto e das condições de funcionamento dos sistemas.
Laissa Ribeiro, pilota e coordenadora do curso de Ciências Aeronáuticas da UNINASSAU Boa Viagem, explica que colisões com aves são riscos conhecidos e monitorados na aviação comercial. As fases de decolagem e pouso concentram maior exposição a esse tipo de ocorrência, devido à proximidade das aeronaves com o solo.
Chamas no motor não significam falha total
De acordo com a especialista, a intensidade dos danos depende de fatores como tamanho e quantidade de aves, velocidade da aeronave e região atingida pelo impacto.
Uma colisão pode provocar danos pequenos ou comprometer componentes importantes, exigindo a interrupção do voo. Entretanto, imagens de chamas não são suficientes para determinar o que aconteceu internamente no motor.
A identificação das causas exige análise dos parâmetros de funcionamento da aeronave, registros de manutenção, informações da tripulação e inspeções técnicas. Quando aplicável, a investigação é conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Aviões comerciais podem voar com apenas um motor
A especialista esclarece que aeronaves comerciais com dois motores são projetadas com sistemas de redundância. Isso significa que, em determinadas situações, a perda de potência de um motor não impede a continuidade controlada do voo.
O outro motor pode continuar fornecendo potência, enquanto sistemas alternativos ajudam a manter funções essenciais da aeronave. Os pilotos também recebem treinamento específico para lidar com falhas e emergências.
A decisão de retornar ao aeroporto depende de uma avaliação que considera o funcionamento dos equipamentos, as condições meteorológicas, o combustível disponível, o peso da aeronave e as características das pistas.
No caso registrado no Recife, o retorno foi a medida adotada pela tripulação após a ocorrência. A extensão dos danos e a causa técnica das chamas não podem ser determinadas apenas pelas imagens divulgadas.
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