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Saúde • 09:01h • 13 de novembro de 2025

Com alta nas arritmias, SP alerta para cuidados com o coração

O Estado de São Paulo registrou um aumento de 14% nos atendimentos por arritmia cardíaca e 3,5% em mortes súbitas

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1

As arritmias cardíacas são alterações no ritmo do batimento do coração, que pode bater mais rápido (taquicardia), mais devagar (bradicardia) ou de forma irregular. Algumas são benignas, mas outras podem causar tonturas, desmaios, falta de ar e até morte súbita.
As arritmias cardíacas são alterações no ritmo do batimento do coração, que pode bater mais rápido (taquicardia), mais devagar (bradicardia) ou de forma irregular. Algumas são benignas, mas outras podem causar tonturas, desmaios, falta de ar e até morte súbita.

Os atendimentos por arritmia cardíaca cresceram 14% no estado de São Paulo neste ano, passando de 43.706 entre janeiro e agosto de 2024 para 49.745 no mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. As mortes súbitas também aumentaram, de 1.394 para 1.487 entre janeiro e setembro, uma alta de 6,6%.

Na véspera do Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e da Morte Súbita, celebrado em 12 de novembro, a secretaria faz um alerta sobre o avanço desses casos e reforça a importância de hábitos saudáveis e do acompanhamento médico regular para reduzir os riscos e evitar complicações cardíacas.

Segundo Hugo Bellotti, diretor de Estimulação Cardíaca e Eletrofisiologia do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, o crescimento é multifatorial e reflete tanto mudanças no estilo de vida quanto avanços no diagnóstico e acesso à rede pública.

“O sedentarismo, a má alimentação, o estresse crônico, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são fatores que elevam o risco de arritmias e outras doenças cardíacas”, explica Bellotti. Segundo ele, o crescimento dos números também está relacionado à ampliação da capacidade de atendimento e à melhoria na detecção dos casos. “O sistema de saúde está mais preparado para identificar e tratar essas condições”, resumiu.

O Instituto Dante Pazzanese, referência em cardiologia, ampliou sua estrutura recentemente, com 42 novos leitos, sendo 10 de UTI e 32 de enfermaria, destinados a pacientes de alta complexidade. Com valor de R$ 9,8 milhões, essa expansão integra os investimentos da Secretaria para fortalecer o cuidado cardiovascular no estado.

As arritmias cardíacas são alterações no ritmo do batimento do coração, que pode bater mais rápido (taquicardia), mais devagar (bradicardia) ou de forma irregular. Algumas são benignas, mas outras podem causar tonturas, desmaios, falta de ar e até morte súbita.

“A arritmia nem sempre dá sinais evidentes, mas pode ser detectada em exames simples, como o eletrocardiograma. O diagnóstico precoce é o principal aliado na prevenção de complicações graves.

Manter uma rotina de exames e hábitos saudáveis é essencial para reduzir os riscos”, orienta o cardiologista.

Quando procurar atendimento

A SES-SP orienta que a população procure um médico diante de sintomas como palpitações persistentes, tonturas ou desmaios, falta de ar inexplicável, dor no peito ou cansaço extremo. Pessoas com histórico familiar de morte súbita ou doenças cardíacas precoces devem realizar avaliações preventivas mesmo sem sintomas.

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs), na Atenção Básica, são a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e responsáveis pelo acompanhamento dos pacientes. Em caso de necessidade, os municípios podem encaminhá-los para os serviços especializados estaduais, como os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs), que oferecem atendimento e exames de rotina para diagnóstico e acompanhamento cardiológico.

Cuidados para um coração saudável

Hugo Bellotti reforça que a prevenção é a melhor forma de evitar complicações. Entre as principais recomendações estão:

  • Manter alimentação balanceada, rica em frutas, verduras, grãos integrais e com baixo teor de sal e gordura;

  • Praticar atividade física regular (ao menos 150 minutos semanais);

  • Não fumar e moderar o consumo de álcool;

  • Controlar a pressão arterial, colesterol e glicemia;

  • Gerenciar o estresse, adotando práticas como meditação ou atividades que proporcionem bem-estar.

“O coração responde diretamente ao modo como vivemos. Pequenas mudanças de rotina, como subir escadas, dormir bem e evitar o cigarro, têm um impacto enorme na saúde cardiovascular”, conclui Bellotti

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