Ciência e Tecnologia • 20:26h • 24 de fevereiro de 2026
Cometa 2026 A1 entra no radar: brilho em alta, rota colada ao Sol e chance de show no Hemisfério Sul
Astrofotógrafo registra objeto ainda fraco, magnitude 14, mas com tendência de brilho e trajetória de “raspador do Sol”, com janela curta entre 5 e 8 de abril
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Âncora1/Ilustração
O astrofotógrafo Ray publicou imagens captadas por ele, do dia 7 de fevereiro de 2026, e afirmou estar monitorando um possível “Grande Cometa” de 2026, um objeto que pode ganhar brilho rapidamente ao se aproximar do Sol, com uma janela estimada entre 5 e 8 de abril para tentar observação próxima ao pôr do sol, especialmente no Hemisfério Sul.
Segundo o relato, Ray vinha fotografando tanto o 3I/Atlas quanto esse outro cometa, citado por ele como “Great Comet 2026” e identificado no vídeo como 2026 A1. Ele descreve que o objeto ainda é extremamente fraco e aparece como um ponto em imagens de telescópio, mas chama atenção por já estar visível em magnitude 14, um nível que, na avaliação dele, pode indicar aumento de brilho nas próximas semanas.
O astrofotógrafo contextualiza que “grandes cometas” são raros e costumam ser aqueles que chegam a ficar visíveis a olho nu, sem instrumentos, por estarem muito próximos do Sol no céu do entardecer. No vídeo, ele compara o potencial do evento com “raspadores do Sol” históricos, citando exemplos como 1843, 1882 e Ikeya-Seki, lembrando que esse tipo de objeto pode tanto surpreender com brilho quanto enfraquecer, desaparecer ou fragmentar durante a aproximação.
Um novo sungrazer em 2026? Astrofotógrafo registra cometa e aponta dias decisivos entre 5 e 8 de abril | Imagem: Reprodução/Youtube
Ray afirma que o cometa 2026 A1 estaria vindo “do sul do plano da eclíptica”, fazendo uma curva próxima ao Sol, por isso a classificação de sungrazer, e diz que ainda há incerteza sobre a distância mínima da passagem. Ele menciona três estimativas circulando, uma passagem a cerca de 850 mil km do Sol, outra muito mais próxima, por volta de 120 mil a 150 mil km, e uma possibilidade extrema, o objeto “passar pelo Sol”, cenário em que ele viraria plasma, reduzindo ou eliminando a chance de observação depois do periélio.
O próprio Ray reforça que o desenho orbital deve ficar mais claro com novas observações nas próximas semanas. Ele também comenta que a visibilidade pode favorecer o Hemisfério Sul, já que o cometa tende a ficar muito colado ao Sol no horizonte, o que dificulta a observação no Hemisfério Norte caso o objeto se ponha praticamente junto com o Sol.
Nas imagens mostradas, Ray destaca a presença de uma “coma” já perceptível ao redor do ponto principal, sinal que, para ele, sugere um objeto maior do que um fragmento pequeno. Ele também especula, com base no aspecto em alguns frames, que o núcleo pode não parecer “redondo”, e comenta uma impressão de formato mais alongado, algo que ele descreve como “cylindrical shape”, além de apontar que as condições de nuvens no horizonte atrapalharam a captura.
Imagem de telescópio revela cometa ainda fraco, mas com potencial de virar o fenômeno do céu em 2026 | Imagem: Reprodução/Youtube
Apesar do tom de expectativa, o vídeo mantém um ponto central: ainda é cedo para cravar que 2026 terá um “Grande Cometa”. Ray diz que a tendência de brilho pode evoluir, mas também reconhece que cometas podem mudar de comportamento rapidamente, principalmente os que passam muito perto do Sol. A aposta dele é acompanhar noite a noite, buscar melhores registros e, se a aproximação realmente favorecer o entardecer, tentar capturar o objeto até com drone, em local com horizonte totalmente limpo.
No mesmo conteúdo, Ray volta a citar o 3I/Atlas, que, segundo ele, segue ficando mais fraco e difícil de registrar, e comenta relatos de “ativação” com liberação de água, enquanto o público concentra atenção em múltiplos eventos celestes ao mesmo tempo. Para ele, o diferencial do possível “Grande Cometa 2026” é simples, se ele crescer em brilho como alguns sungrazers do passado, pode virar um espetáculo raro, visível sem telescópio, em uma janela curta e disputada.
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