Saúde • 12:03h • 20 de fevereiro de 2025
Como evitar intoxicação e reações alérgicas ao usar repelentes em crianças; 10 dicas essenciais
Dicas importantes para evitar problemas com o uso de repelentes e proteger os pequenos contra doenças transmitidas por mosquitos
Da Redação | Com informações da Assessoria de Imprensa VFR | Foto: Divulgação
Com a chegada do verão e o aumento das chuvas, a preocupação com os mosquitos e as doenças transmitidas por eles, como dengue, zika e chikungunya, torna-se ainda mais evidente. Para proteger as crianças contra essas doenças, o uso de repelentes se torna uma das alternativas mais eficazes. No entanto, é essencial que os pais e responsáveis saibam como escolher e aplicar os repelentes de maneira segura.
Fabíola La Torre, coordenadora médica da Linha Pediátrica do Hospital e Maternidade São Luiz Osasco, alerta que nem todos os repelentes são indicados para todas as idades. Para bebês com menos de seis meses, o ideal é evitar o uso de repelentes químicos, priorizando o uso de roupas protetoras, mosquiteiros e barreiras físicas.
"Para crianças entre seis meses e dois anos, se necessário, o ideal é aplicar o repelente na roupa antes de vesti-las. Nesse caso, escolha produtos à base de permetrina, que são menos tóxicos do que os repelentes à base de DEET", explica a médica. Já para as crianças com mais de dois anos, o uso de repelentes à base de DEET, Icaridina ou IR3535 é permitido, porém com cuidados específicos, como a limitação das concentrações.
Além disso, Fabíola orienta que o produto deve ser aplicado apenas nas áreas expostas da pele, evitando áreas sensíveis como mãos, olhos e boca.
Nunca aplique o repelente sobre a pele ferida ou irritada, e sempre reaplique conforme as instruções do fabricante, alerta
É importante ressaltar que o uso de repelentes naturais, como citronela e andiroba, tem baixa eficácia, e deve ser evitado em casos de grande necessidade de proteção. Além disso, em caso de sintomas como vermelhidão, coceira ou dificuldades respiratórias após a aplicação do repelente, a médica recomenda suspender o uso e procurar atendimento médico imediato.
Dicas para o uso seguro de repelentes em crianças
- Não use repelentes tópicos em bebês menores de dois meses e sempre siga as instruções do fabricante.
- Aplique apenas nas áreas permitidas, evitando áreas como olhos, boca e mucosas.
- Para o rosto, aplique o repelente primeiro nas mãos e depois espalhe com cuidado.
- Nunca permita que a criança aplique o repelente sozinha, e evite que as mãos fiquem com o produto.
- Use a quantidade recomendada e reaplique conforme orientação do fabricante.
- Evite combinar repelente com protetor solar, pois ambos têm sua eficácia reduzida.
- Não permita que a criança durma com repelente na pele.
- Mantenha o produto fora do alcance das crianças e longe de alimentos.
- Lave bem as mãos após o uso do repelente.
- Caso haja irritação, lave a área afetada e procure um médico, levando a embalagem do produto.
Além do uso adequado de repelentes, a especialista reforça a importância de métodos físicos de proteção, como o uso de telas nas janelas e portas, mosquiteiros e roupas longas. "O repelente deve ser usado pelo menor tempo possível. Após a exposição, lave bem a pele da criança com água e sabão", orienta Fabíola.
Prevenção é fundamental
Prevenir a proliferação de mosquitos também é essencial. A pediatra recomenda eliminar locais com água parada, como pneus, vasos de plantas e caixas d'água abertas. "Com a combinação de métodos físicos e químicos, podemos diminuir consideravelmente os riscos de transmissão das doenças", conclui.
Com estas precauções, o verão pode ser mais seguro para as crianças, protegendo-as de doenças transmitidas por mosquitos, enquanto aproveitam o clima e as férias.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos