Saúde • 15:33h • 26 de junho de 2026
Como falar sobre menstruação com as filhas? Especialista orienta pais e responsáveis
Ginecologista explica quando iniciar o diálogo e como preparar meninas para a primeira menstruação sem medo ou constrangimento
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da AFonte Comunica | Foto: Arquivo/Âncora1
A primeira menstruação representa uma etapa importante no desenvolvimento das meninas, mas ainda é cercada por dúvidas, tabus e desinformação. Para especialistas, conversar sobre o assunto antes da menarca ajuda a tornar esse momento mais tranquilo, fortalece a autoestima e permite que a adolescente compreenda melhor as mudanças do próprio corpo.
A ginecologista Loreta Canivilo orienta que o diálogo deve começar ainda na infância, de forma natural e adequada à idade de cada criança.
Conversa pode começar antes da primeira menstruação
Segundo a médica, o ideal é que as primeiras explicações aconteçam por volta dos 8 ou 9 anos, antes mesmo da menarca, respeitando o desenvolvimento individual de cada menina.
Entre os sinais que costumam anteceder a primeira menstruação estão o crescimento das mamas, o surgimento dos pelos pubianos, alterações hormonais e corrimentos vaginais transparentes. A menarca geralmente ocorre entre os 10 e 14 anos, embora possa variar.
Ensinar o funcionamento do ciclo ajuda a reduzir a ansiedade
Além de explicar o que é a menstruação, Loreta destaca a importância de mostrar como funciona o ciclo menstrual. Segundo ela, compreender que o ciclo é resultado de alterações hormonais naturais ajuda a adolescente a identificar mudanças esperadas no organismo e reconhecer quando é necessário procurar orientação médica.
A especialista também recomenda preparar um pequeno kit com absorventes, calcinhas adequadas e orientações sobre higiene íntima antes da primeira menstruação.
Informação ajuda a quebrar tabus
Para a ginecologista, a menstruação não deve ser tratada como motivo de vergonha. Explicar como utilizar corretamente os absorventes, falar sobre cólicas, alterações de humor e outros sintomas faz parte da educação em saúde.
Quanto mais natural for a abordagem, mais saudável será a vivência dessa fase
Loreta também defende que pais, irmãos e demais responsáveis participem desse processo. Segundo ela, envolver toda a família contribui para reduzir preconceitos, ampliar o conhecimento sobre a saúde feminina e criar um ambiente de acolhimento para as adolescentes.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos