Variedades • 14:33h • 09 de abril de 2026
Como identificar peixe fresco? Especialistas dão dicas para não errar na compra
É essencial se atentar bem aos detalhes para garantir a segurança durante o consumo
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
O consumo de pescados cresce em todo o Brasil, mas ainda gera dúvidas entre os consumidores: como identificar se o peixe está realmente fresco? E como garantir qualidade e segurança alimentar na hora da compra?
Para orientar a população, o Instituto de Pesca, vinculado à APTA da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, reúne conhecimento científico, ações educativas e materiais informativos acessíveis ao público.
A escolha do peixe começa no ponto de venda. O ideal é optar por estabelecimentos regularizados pela Vigilância Sanitária e observar alguns sinais importantes. Os olhos devem estar brilhantes e salientes, nunca opacos ou afundados. As brânquias precisam ter coloração avermelhada, aparência úmida e sem muco. As escamas devem estar firmes e bem aderidas ao corpo, com brilho natural. Já a carne deve ser consistente e elástica, retornando ao normal quando pressionada. O cheiro também é um indicativo importante: deve ser suave, lembrando o mar, e não forte.
A temperatura de conservação é outro fator essencial. O peixe fresco deve estar sempre armazenado sobre gelo, próximo de 0°C. A falta de refrigeração adequada compromete rapidamente a qualidade do produto. Uma dica é deixar a compra do pescado para o final, reduzindo o tempo fora da refrigeração.
O peixe congelado também pode ser uma opção segura, desde que alguns cuidados sejam tomados. É importante verificar a validade, observar se há cristais de gelo dentro da embalagem — o que pode indicar descongelamento anterior — e conferir se o freezer está a -18°C. Além disso, não é recomendado recongelar um peixe que já foi descongelado.
Do ponto de vista nutricional, o pescado é uma excelente fonte de proteínas e rico em ômega 3, que contribui para a saúde do coração e do cérebro. Também contém vitaminas como A, D e do complexo B, além de minerais como ferro, cálcio, fósforo e iodo. O consumo regular pode ajudar na prevenção de doenças e no bom funcionamento do organismo.
O Instituto de Pesca também incentiva o consumo de espécies menos conhecidas, que ajudam a diversificar a alimentação e fortalecer a economia regional.
Para auxiliar o consumidor, o instituto disponibiliza gratuitamente publicações com orientações sobre nutrição, conservação, segurança e aproveitamento do pescado, contribuindo para escolhas mais conscientes no dia a dia.
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