Responsabilidade Social • 13:01h • 14 de maio de 2026
Como o racismo aparece no cotidiano? Formação no Procon-SP propõe reflexão sobre atendimento e respeito
Capacitação promovida pela Secretaria da Justiça e Cidadania debateu comunicação sem discriminação e práticas antirracistas no serviço público
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria de Imprensa do Procon | Foto: Arquivo/Âncora1
A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo realizou na segunda-feira (12), em parceria com o Procon-SP, uma formação em letramento racial voltada a servidores, assessores, colaboradores e representantes de Procons municipais. A atividade reuniu 140 participantes de forma presencial e remota.
O encontro aconteceu na sede do Procon-SP e integrou as ações desenvolvidas em referência ao 13 de maio, data que marca a abolição formal da escravidão no Brasil.
A formação foi organizada pela Coordenadoria de Políticas para a População Negra (CPPN) e pela Coordenadoria Geral de Cidadania e Direitos Humanos (CGCDH), com foco em práticas de comunicação não violenta e combate ao racismo em ambientes institucionais.
Debate abordou racismo estrutural e comunicação respeitosa
Com o tema “Entendendo nosso papel para uma comunicação não violenta, livre de racismo e de qualquer forma de discriminação”, a capacitação discutiu diferentes formas de manifestação do racismo e os impactos históricos das desigualdades raciais na sociedade brasileira.
Entre os assuntos abordados estiveram racismo estrutural, institucional, religioso, ambiental e recreativo, além de diversidade, representatividade, ações afirmativas e expressões discriminatórias ainda presentes no cotidiano.
A proposta da atividade foi ampliar a reflexão sobre o papel do serviço público na construção de ambientes mais inclusivos e respeitosos, fortalecendo práticas de acolhimento e cidadania.
Formação reforça debate sobre atendimento e direitos
A capacitação foi conduzida pelo coordenador de Políticas para a População Negra da Secretaria da Justiça e Cidadania, Robson Ferreira, que destacou a importância de ações permanentes de conscientização dentro das instituições públicas.
Segundo Robson, o debate vai além de uma atividade pontual e busca incentivar mudanças práticas na forma como o atendimento público se relaciona com diversidade, respeito e direitos humanos.
O diretor executivo do Procon-SP, Luiz Orsatti, também ressaltou que iniciativas como essa ajudam a fortalecer ambientes institucionais mais conscientes e preparados para enfrentar diferentes formas de discriminação.
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