• SP investe em infraestrutura para as praias de água doce do estado; confira roteiros
  • Campanha de Páscoa da FEMA arrecada chocolates para crianças até o final de março
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 10:30h • 28 de julho de 2024

Complicações causadas por vírus sincicial respiratório crescem em 2024

Sintomas mais comuns são coriza e tosse, semelhante um resfriado

Agência Brasil | Foto: Arquivo

Apesar de ser mais frequente no inverno, a bronquiolite não é causada pelo frio
Apesar de ser mais frequente no inverno, a bronquiolite não é causada pelo frio

Bronquiolite é uma palavra que dá arrepios em muitas mães e pais. Um dia, o bebê começa a apresentar coriza, tosse, e tudo parece não passar de um resfriado. Mas, de repente, a respiração fica difícil, com um chiado no peito. Esses são os principais indicativos de que os bronquíolos, as vias mais estreitas dos pulmões, estão inflamados, uma condição que pode se agravar rapidamente.

Apesar de ser mais frequente no inverno, a bronquiolite não é causada pelo frio, como muita gente pensa, mas por agentes infecciosos, que circulam mais nesse período. E um deles, de nome difícil, se destaca: o vírus sincicial respiratório, ou VSR. Atualmente, o VSR é a principal causa de internação e morte de crianças pequenas por complicações após sintomas gripais no Brasil, a chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave.

De acordo com dados da plataforma Infogripe, da Fiocruz, até o dia 20 de julho, foram mais de 22 mil casos em pequenos de até 2 anos de idade. E, infelizmente, quase 200 deles morreram. A pesquisadora do Infogripe, Tatiana Portella, destaca que houve aumento este ano. No mesmo período de 2023, foram registrados cerca de 1500 casos a menos nessa faixa etária. Mas Tatiana pontua, que apesar da bronquiolite ser uma velha conhecida das famílias e dos pediatras, só a partir da pandemia de covid-19, é que a testagem viral mais ampla em pacientes com síndrome respiratória, passou a ser frequente. Aí o VSR começou a aparecer com números mais expressivos.

"Se você olha a série histórica nos casos hospitalizados do VSR, parece que tinha poucos casos. Mas a verdade é que não importava e ninguém sabe dizer quantos casos tinha naquela época. E também durante a pandemia, de várias doenças, equivale a um conhecimento era muito baixo e como tudo mundo ficou anulado isso acabou quebrando o ciclo de outras doenças, inclusive do VSR."

Por enquanto, não existe vacina infantil para o vírus VSR. Mas a Anvisa já autorizou o uso no Brasil de uma vacina destinada a gestantes, justamente para proteger os bebês, já que os anticorpos são repassados ao feto. E no começo de julho, a farmacêutica Pfizer pediu que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS avalie a inclusão da vacina no Programa Nacional de Imunizações. O Ministério da Saúde não informou quando esse pedido será analisado. A Pfizer também informou que a vacina deve chegar às clínicas particulares neste semestre.

A diretora médica da Pfizer no Brasil, Adriana Ribeiro, explica que a vacina apresentou eficácia de 82% de prevenção contra formas graves de adoecimento em bebês de até 3 meses.

"A vacina continua protegendo até os seis meses de idade em 69%. Ela tem uma sustentabilidade ao longo do tempo. Foram mais de 7 mil gestantes de 18 centros de pesquisa ao redor do mundo e quatro deles foram aqui no Brasil. Não teve efeitos adversos colaterais inesperados e os eventos adversos mais comuns, de super fácil manejo, foram dor no local da infeção, dor de cabeça e dor muscular

A vacina da Pfizer também foi autorizada para aplicação em idosos. E os dados do Infogripe mostram que o VSR é uma infecção importante também nesta faixa etária: somente este ano, foram quase 800 casos de síndrome respiratória aguda grave com diagnóstico positivo para VSR entre pessoas acima de 65 anos. A quantia já supera os casos de todo o ano passado. E até 20 de julho, 202 idosos não resistiram às complicações. Para esse público, já há outra vacina disponível no Brasil, mas, por enquanto, apenas no sistema particular. Lessandra Michelin, líder-médica da farmacêutica GSK, diz que a prevenção neste público pode evitar também outros problemas, além da síndrome respiratória.

"78% da população acima de 60 anos têm uma comorbidade. Então, geralmente, quando pegamos infecção por VSR, descompensa essa comorbinade. Se a pessoa que é diabética, discompensa o diabetes. Quem tem insuficiência cardíaca, descompensa. Então, o virus não afeta somente o pulmão, hoje ele acaba descompensando o organismo como um todo e afeta outros orgãos por tabela."

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Mônica Levy, explica que a análise para inclusão de vacinas no Calendário do SUS coloca na balança não só o risco da doença, mas também o custo-benefício do imunizante e o impacto da sua aplicação na saúde pública. Por isso, ela acredita que a prevenção dos bebês será discutida com mais prioridade. Mas outros grupos também devem ser considerados.

"Dentro dos idosos existem aqueles que têm um risco muito maior. que são os cardiopneumopatas crônicos. Isso sim, aumenta em muito o risco do VSR levar ao óbito."

Mônica também complementa que o SUS oferece outra opção de prevenção para casos de grande vulnerabilidade: os chamados anticorpos monoclonais, que ajudam o corpo a combater o vírus, em caso de infecção. No entanto, no SUS, eles só são aplicados em prematuros extremos e bebês com algumas doenças específicas. O remédio também pode ser solicitado aos planos de saúde, ou comprado com prescrição médica especial.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Variedades • 20:19h • 20 de março de 2026

Brasil tem 80% da população feliz e registra avanço em 2026, aponta pesquisa

Levantamento global mostra aumento da felicidade em 25 países e destaca papel de relações e saúde

Descrição da imagem

Variedades • 19:35h • 20 de março de 2026

FOSO: medo de se desconectar cresce na era digital

Comportamento cada vez mais comum afeta saúde mental e dificulta descanso fora do trabalho

Descrição da imagem

Saúde • 18:29h • 20 de março de 2026

Receita amarela digital avança, mas ainda não está disponível na prática no Brasil

Regra da Anvisa abre caminho para prescrição eletrônica de medicamentos controlados, mas sistema só deve operar a partir de junho

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 17:36h • 20 de março de 2026

SP investe em infraestrutura para as praias de água doce do estado; confira roteiros

Com aporte de R$ 16 milhões do Governo de SP para instalação de estruturas náuticas, municípios do interior se reafirmam como destinos de lazer e esportes aquáticos

Descrição da imagem

Esporte • 17:06h • 20 de março de 2026

Assis abre Super Liga da Melhor Idade no vôlei e será sede de polo ao longo de 2026

Cidade recebe equipes de sete municípios neste domingo e consolida calendário com nove etapas no ano

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 16:39h • 20 de março de 2026

Maracaí Geek Festival tem local e data confirmados para julho

Evento acontece no dia 18 de julho, no Centro Cultural de Maracaí, com programação voltada à cultura geek

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 16:08h • 20 de março de 2026

Campanha de Páscoa da FEMA arrecada chocolates para crianças até o final de março

Doações seguem até 30 de março e serão destinadas a crianças de escolas municipais

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 16:00h • 20 de março de 2026

O que é ansiedade social? Fantástico estreia série com Felca para explicar o tema

Novo quadro “Sobre Nós” aborda temas como ansiedade e comportamento com apoio de especialistas

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar