Responsabilidade Social • 15:40h • 27 de abril de 2026
Conferência internacional debate transição energética e redução de combustíveis fósseis
Encontro na Colômbia reúne mais de 60 países para discutir caminhos sustentáveis e enfrentar a crise climática global
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Teve início na sexta-feira (24), na cidade de Santa Marta, na Colômbia, a 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis. O encontro reúne representantes de mais de 60 países com o objetivo de discutir estratégias para reduzir a dependência do petróleo e avançar em soluções energéticas mais sustentáveis.
Os debates devem contribuir para a construção do chamado “Mapa do Caminho para Longe dos Combustíveis Fósseis”, documento que está sendo desenvolvido no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), sob presidência brasileira. A proposta é orientar ações globais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, principais responsáveis pelas mudanças climáticas.
A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, destacou que o encontro tem papel fundamental ao reunir governos, sociedade civil e povos indígenas para discutir formas práticas de implementação da transição energética. Segundo ela, a escuta desses diferentes atores é essencial para definir prioridades e caminhos viáveis em diferentes realidades.
A necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis também ganhou força diante de instabilidades geopolíticas recentes e da volatilidade no preço do petróleo, fatores que evidenciam não apenas impactos ambientais, mas também riscos econômicos e de segurança energética.
O documento em elaboração deve ser concluído em novembro e incluir recomendações divididas em eixos, como os riscos de não realizar a transição, os desafios enfrentados por países produtores e consumidores, e os impactos econômicos dessa dependência. A proposta também prevê diretrizes para acelerar o uso de energias renováveis, aumentar a eficiência energética e promover alternativas sustentáveis em setores como transporte e indústria.
De acordo com Ana Toni, embora a decisão global de avançar na transição energética já tenha sido firmada em conferências anteriores, o desafio atual é definir como implementar essas mudanças de forma concreta e adaptada às realidades locais. Países podem adotar diferentes estratégias, como eletrificação, uso de combustíveis sustentáveis e inovação tecnológica.
A conferência também reforça a importância de uma transição justa, que leve em conta desigualdades sociais e econômicas entre os países. Especialistas alertam que, sem planejamento e cooperação internacional, a dependência de combustíveis fósseis continuará gerando impactos ambientais severos, como o agravamento do aquecimento global, eventos climáticos extremos e perda de biodiversidade.
Com mais de 250 contribuições já recebidas de governos e organizações, o Mapa do Caminho busca consolidar soluções práticas para acelerar a descarbonização e orientar políticas públicas que conciliem desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
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