Variedades • 15:16h • 19 de junho de 2026
Conforto, autoestima e qualidade de vida impulsionam aumento das cirurgias íntimas femininas
Ninfoplastia avança em todo o mundo e especialistas destacam que procedimento vai além da questão estética
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
O Brasil ocupa atualmente a primeira posição mundial em número de cirurgias íntimas femininas. Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) mostram que o país registrou 28.478 procedimentos de ninfoplastia, também conhecida como labioplastia, superando inclusive os Estados Unidos.
O crescimento não é exclusivo do mercado brasileiro. Segundo a entidade, a procura pela cirurgia aumentou 33% em todo o mundo nos últimos três anos, refletindo uma combinação de fatores como maior acesso à informação, quebra de tabus sobre saúde íntima feminina e avanços nas técnicas cirúrgicas.
Procedimento vai além da estética
Embora muitas pessoas associem a cirurgia íntima apenas à aparência, especialistas destacam que a motivação das pacientes costuma envolver questões funcionais e de qualidade de vida.
A ginecologista Dra. Mariana Macedo, especialista em cirurgia íntima feminina, explica que a ninfoplastia é indicada para reduzir ou remodelar os pequenos lábios vaginais em situações de excesso de pele, assimetria ou desconforto físico.
"Muitas mulheres relatam dor durante atividades físicas, irritações frequentes, dificuldade ao usar roupas mais justas e desconforto nas relações sexuais. Frequentemente existe uma questão funcional associada à queixa estética", afirma a médica.
Cresce a discussão sobre saúde íntima feminina
Especialistas observam que temas relacionados à saúde íntima deixaram de ser tratados exclusivamente de forma reservada e passaram a fazer parte de discussões mais amplas sobre bem-estar, autoestima e qualidade de vida.
Entre os fatores que levam pacientes a procurar avaliação médica estão:
- Desconforto durante atividades físicas;
- Irritações provocadas pelo atrito com roupas;
- Assimetrias anatômicas;
- Alterações após gravidez e parto;
- Mudanças relacionadas ao envelhecimento;
- Impactos na autoestima e no bem-estar.
Segundo a Dra. Mariana, é importante lembrar que existe uma ampla diversidade anatômica entre as mulheres. "Nem toda diferença representa um problema ou exige cirurgia. A indicação deve ser individualizada e responsável, respeitando a saúde física e emocional da paciente", ressalta.
Técnicas mais modernas aceleram recuperação
O avanço tecnológico também contribuiu para o crescimento da especialidade. Atualmente, muitos procedimentos são realizados com técnicas menos invasivas, que proporcionam menor sangramento, recuperação mais confortável e retorno mais rápido às atividades cotidianas.
Em boa parte dos casos, a paciente recebe alta no mesmo dia da cirurgia. Apesar disso, especialistas reforçam que a avaliação médica continua sendo indispensável para determinar a necessidade do procedimento e alinhar expectativas sobre os resultados.
Informação e segurança devem orientar a decisão
Com o aumento da procura, médicos alertam para a importância de buscar informações confiáveis e profissionais qualificados. Segundo a especialista, a região íntima exige conhecimento anatômico específico e planejamento individualizado para garantir segurança e bons resultados.
"A cirurgia íntima pode trazer benefícios importantes quando existe indicação adequada. O mais importante é que a mulher tome essa decisão com informação, segurança e acompanhamento profissional", destaca a Dra. Mariana.
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