Ciência e Tecnologia • 14:09h • 13 de julho de 2026
Conheça 4 habilidades que crianças desenvolvem ao aprender pensamento computacional
Resolver problemas, organizar ideias, criar soluções e trabalhar em equipe estão entre as competências estimuladas dentro e fora da escola
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Mira Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Aprender pensamento computacional não significa apenas programar ou saber usar um computador. A disciplina Mundo Computacional coloca crianças e adolescentes diante de desafios que exigem organização, análise e construção de soluções passo a passo, estimulando competências que podem ser aplicadas nos estudos, nas decisões e em diferentes situações da rotina.
A proposta é ensinar os estudantes a identificar padrões, dividir problemas complexos em partes menores e testar caminhos até encontrar uma resposta. Atividades com programação, robótica e desenvolvimento de projetos transformam o aluno em participante do processo, em vez de apenas receptor de informações.
Segundo Victor Haony, assessor pedagógico da Mind Makers, o aprendizado ocorre principalmente pela experimentação. “Em vez de apenas receber informações prontas, eles experimentam, erram, corrigem e descobrem novos caminhos para chegar aos seus objetivos”, explica.
O erro passa a fazer parte da solução
A primeira competência desenvolvida é a resolução de problemas. Durante os desafios, os estudantes precisam criar hipóteses, testar ideias e compreender por que determinada tentativa não produziu o resultado esperado.
Nesse processo, o erro deixa de representar apenas uma resposta incorreta e passa a oferecer informações para a próxima tentativa. Segundo Haony, essa dinâmica contribui para desenvolver persistência, confiança e uma postura mais ativa diante dos desafios.
A segunda habilidade é o raciocínio lógico. O pensamento computacional estimula a análise de informações e a organização das etapas necessárias para atingir um objetivo. O estudante precisa avaliar possibilidades e escolher estratégias antes de executar uma ação.
Criatividade também faz parte da tecnologia
A terceira competência é a criatividade. Embora tecnologia seja frequentemente associada à lógica, atividades como criação de jogos, programação de soluções e desenvolvimento de protótipos exigem que os alunos imaginem possibilidades diferentes.
Para o especialista, compreender que um mesmo problema pode ter várias soluções amplia a liberdade para experimentar. Em vez de procurar exclusivamente uma resposta pronta, os estudantes são incentivados a construir caminhos próprios.
A quarta habilidade é a colaboração. Projetos realizados em grupo exigem compartilhamento de ideias, divisão de tarefas e participação conjunta na busca por respostas. O aprendizado, assim, também envolve ouvir outras propostas e construir soluções coletivamente.
Da sala de aula para a rotina
As quatro competências podem ultrapassar os limites da escola. Organizar os estudos, planejar uma rotina e analisar situações antes de tomar uma decisão são exemplos de atividades cotidianas que também envolvem etapas de raciocínio e resolução de problemas.
“Mais do que aprender sobre tecnologia, os alunos aprendem a pensar de forma organizada”, afirma Haony. Segundo ele, o pensamento computacional ajuda a analisar situações, tomar decisões e encontrar soluções de maneira mais consciente.
Ao ensinar crianças e adolescentes a investigar, testar e corrigir ideias, o Mundo Computacional amplia o aprendizado para além das telas. A tecnologia entra como ferramenta, mas o principal exercício está na forma como o estudante aprende a enfrentar um problema e construir uma resposta.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos