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Saúde • 09:23h • 11 de junho de 2026

Conheça 5 doenças evitadas com a expansão do saneamento em SP

Conheça 5 doenças evitadas com a expansão do saneamento em SP

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1

Mais de 11 mil mortes por ano no Brasil estão relacionadas a doenças associadas à falta de saneamento básico.
Mais de 11 mil mortes por ano no Brasil estão relacionadas a doenças associadas à falta de saneamento básico.

O maior investimento da história em saneamento básico do Estado de São Paulo tem reflexos diretos na qualidade de vida da população. Em 2025, foram R$ 15,2 bilhões aplicados pela Sabesp, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior. O crescimento foi possível após a desestatização da empresa, realizada em julho de 2024 pelo Governo de São Paulo. O principal objetivo era acelerar a universalização do saneamento básico no estado, prevista para ocorrer em 2029.

O Plano Regional de Saneamento Básico prevê investimentos de R$ 260 bilhões até 2060, dos quais R$ 70 bilhões serão aplicados até 2029 para levar água potável, tratamento e coleta de esgoto para toda a população paulista.

Um estudo do Instituto Trata Brasil, feito com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), aponta que mais de 11 mil mortes por ano no Brasil estão relacionadas a doenças associadas à falta de saneamento básico. O levantamento também aponta que enfermidades ligadas à água contaminada e à ausência de coleta e tratamento de esgoto continuam gerando milhares de internações todos os anos no país.

Segundo o instituto, a estimativa é de que a cada R$ 1 investido em saneamento básico, R$ 4 sejam economizados pelo sistema de saúde público.

Como o saneamento impacta a saúde

Além de prevenir doenças específicas, a ampliação do saneamento básico reduz a circulação de agentes infecciosos no ambiente, melhora as condições de higiene e contribui para diminuir internações evitáveis.

Estudos do Instituto Trata Brasil indicam que municípios com melhores índices de coleta e tratamento de esgoto tendem a registrar menores taxas de doenças de veiculação hídrica, especialmente entre crianças e populações mais vulneráveis.

O saneamento também gera impactos indiretos na educação, na produtividade e na qualidade de vida, uma vez que reduz afastamentos por problemas de saúde e melhora as condições de desenvolvimento da população.

Confira cinco doenças que podem ser prevenidas com a ampliação do saneamento básico:

Diarreia infecciosa

A diarreia está entre as doenças mais associadas à falta de saneamento. Ela pode ser causada por vírus, bactérias e parasitas presentes em água ou alimentos contaminados.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% dos casos de diarreia aguda estão relacionados ao consumo de água imprópria, à ausência ou inadequação dos sistemas de esgoto e a condições precárias de higiene. A entidade estima que essas enfermidades provoquem aproximadamente 1,5 milhão de mortes por ano em todo o mundo, especialmente entre crianças menores de cinco anos.

A ampliação da coleta e do tratamento de esgoto reduz a circulação desses agentes infecciosos no ambiente e diminui o risco de transmissão da doença.

Hepatite A

A hepatite A é uma infecção viral transmitida principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes contendo o vírus. Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde, a doença apresenta forte relação com condições inadequadas de saneamento e higiene. Os sintomas incluem febre, mal-estar, náuseas, dores abdominais e inflamação do fígado.

A expansão dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto é considerada uma das medidas mais eficazes para interromper a cadeia de transmissão da doença.

Leptospirose

A leptospirose é causada por uma bactéria presente na urina de animais infectados, especialmente ratos. A transmissão ocorre principalmente após o contato com água ou lama contaminadas. A doença costuma registrar aumento após enchentes e alagamentos e pode provocar febre, dores musculares, insuficiência renal e complicações hepáticas graves.

A Secretaria de Estado da Saúde mantém monitoramento constante da leptospirose, especialmente durante os períodos chuvosos. A melhoria da infraestrutura urbana, da drenagem e das condições sanitárias contribui para reduzir os riscos de exposição à bactéria.

Verminose

As verminoses são infecções causadas por parasitas intestinais que podem ser transmitidos pelo contato com solo, água ou alimentos contaminados por fezes humanas. De acordo com o Ministério da Saúde, doenças como ascaridíase, ancilostomíase e tricuríase estão associadas à ausência de coleta e tratamento de esgoto, além da falta de acesso à água tratada. Os sintomas incluem dores abdominais, diarreia, anemia, perda de peso e prejuízos ao desenvolvimento infantil.

A expansão do saneamento básico reduz a circulação desses parasitas no ambiente e é considerada uma das medidas mais eficazes para a prevenção dessas infecções.

Febre tifóide

Causada pela bactéria Salmonella Typhi, a febre tifoide é transmitida pelo consumo de água ou alimentos contaminados.

A doença pode provocar febre alta prolongada, dores abdominais, vômitos e complicações intestinais graves. Embora menos frequente do que em décadas anteriores, ainda está associada a locais com deficiência nos serviços de saneamento.

A coleta e o tratamento de esgoto, aliados ao acesso à água potável, estão entre as principais medidas de prevenção.

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