Saúde • 08:42h • 11 de julho de 2026
Conheça o teste do olhinho ampliado e por que ele pode fazer diferença na saúde visual dos bebês
Especialista defende que exame seja incorporado às orientações do pré-natal e alerta para a importância do diagnóstico precoce de alterações oculares em recém-nascidos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Mention | Foto: Divulgação
Embora o Teste do Olhinho faça parte da rotina das maternidades brasileiras, uma versão mais completa do exame ainda é desconhecida pela maioria das famílias. O chamado Teste do Olhinho Ampliado permite avaliar uma área muito maior da retina e pode identificar precocemente doenças graves que passam despercebidas no exame tradicional, aumentando as chances de tratamento e preservação da visão.
Segundo o especialista Jochen Kumm, ampliar o acesso à informação sobre esse exame é tão importante quanto disponibilizar a tecnologia, já que muitos pais desconhecem a existência do procedimento e seus benefícios para a saúde ocular dos recém-nascidos.
Exame amplia a avaliação da retina
O Teste do Olhinho tradicional verifica o reflexo vermelho e identifica alterações no eixo visual, sendo fundamental na triagem neonatal. Já o exame ampliado utiliza tecnologia capaz de registrar imagens em alta resolução de até 130 graus do fundo do olho, permitindo analisar regiões da retina que não são avaliadas pelo método convencional.
Essa avaliação pode contribuir para o diagnóstico precoce de doenças como tumores oculares, malformações, infecções congênitas e outras alterações que, quando identificadas rapidamente, apresentam melhores perspectivas de acompanhamento e tratamento.
Cerca de 5% dos bebês apresentam alguma alteração
De acordo com o especialista, levantamentos realizados com a triagem neonatal mostram que aproximadamente 5% dos recém-nascidos submetidos ao Teste do Olhinho Ampliado apresentam algum tipo de alteração ocular.
Grande parte desses casos envolve condições transitórias, como pequenas hemorragias na retina decorrentes do parto, mas todas exigem avaliação médica para acompanhar a evolução e descartar doenças mais graves.
Além da preservação da visão, o diagnóstico precoce também é importante para o desenvolvimento infantil, já que os estímulos visuais exercem papel fundamental nos primeiros meses de vida.
Informação ainda é o maior desafio
Para Jochen Kumm, o principal obstáculo atualmente não é a falta de tecnologia, mas o desconhecimento sobre o exame.
Segundo ele, ampliar o debate entre obstetras, pediatras, oftalmologistas e famílias pode contribuir para que o Teste do Olhinho Ampliado passe a fazer parte das orientações de rotina durante o pré-natal, fortalecendo a prevenção da cegueira infantil e o diagnóstico precoce de doenças oculares.
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