Saúde • 11:01h • 05 de março de 2026
Conscientização sobre fibromialgia destaca desafios do diagnóstico e a importância do tratamento adequado
Doença crônica provoca dores intensas sem lesão aparente e exige acompanhamento médico, atividade física regular e atenção à saúde mental
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da Alesp | Foto: Arquivo Âncora1
A fibromialgia é uma doença crônica, sem cura, caracterizada por dor intensa e generalizada, mesmo sem a presença de lesões físicas. Segundo especialistas, a dor é uma função natural do organismo, mas, nesse caso, ocorre de forma desregulada, devido a alterações na percepção dos estímulos dolorosos pelo sistema nervoso.
Médicos destacam que fatores genéticos e emocionais estão entre as possíveis causas da condição. Alterações químicas no sistema nervoso, comuns em quadros de depressão, ansiedade, enxaqueca e síndrome do intestino irritável, também estão associadas ao desenvolvimento da fibromialgia.
O diagnóstico é clínico e feito por exclusão, já que não existe exame específico para detectar a doença. Por isso, muitos pacientes enfrentam uma longa jornada até a confirmação do quadro.
O tratamento envolve medicamentos para controle da dor e regulação de substâncias cerebrais, mas a prática regular de exercícios físicos é apontada como uma das estratégias mais eficazes. Atividades de baixa intensidade e frequência constante, como alongamento, musculação leve, pilates e exercícios aeróbicos, ajudam a reduzir crises e melhorar a qualidade de vida.
Além da atividade física, o acompanhamento psicológico é considerado fundamental, já que estresse emocional, mudanças climáticas e sobrecarga no trabalho estão entre os principais gatilhos das crises. Aprender a respeitar os limites do corpo e adotar estratégias de cuidado com a saúde mental faz parte do processo de adaptação à doença.
No estado de São Paulo, tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo um projeto de lei que propõe a criação de uma política estadual voltada à proteção e atenção integral às pessoas com fibromialgia. A proposta prevê atendimento multiprofissional no Sistema Único de Saúde, incentivo à capacitação de profissionais e medidas que facilitem a permanência dessas pessoas no mercado de trabalho, como adaptação de jornada e funções.
Especialistas reforçam que ampliar a informação e combater o preconceito são passos essenciais para garantir mais qualidade de vida e inclusão às pessoas que convivem com a fibromialgi
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