Variedades • 18:29h • 15 de julho de 2026
Consumo abusivo de álcool cresce no Brasil: 5 mudanças para repensar a relação com a bebida
Percentual entre adultos das capitais subiu de 15,7% para 20,4% desde 2006; proposta de Allen Carr questiona crenças que associam álcool a relaxamento e diversão
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da LC Comunicação | Foto: Divulgação
O consumo abusivo de bebidas alcoólicas aumentou entre adultos das capitais brasileiras e segue como um desafio de saúde pública. Dados do Vigitel 2024, do Ministério da Saúde, mostram que o percentual chegou a 20,4%, acima dos 15,7% registrados em 2006. O levantamento também aponta crescimento desse comportamento entre as mulheres ao longo dos anos.
O álcool está associado ao aumento do risco de problemas como cirrose hepática, hipertensão, gastrite, pancreatite e diferentes tipos de câncer. O consumo também pode afetar a saúde emocional e cognitiva, além de provocar impactos nas relações familiares, na vida social e no ambiente de trabalho.
No livro “O método fácil de parar de beber”, publicado pela Edipro, Allen Carr propõe uma mudança de perspectiva sobre a relação com a bebida. A abordagem questiona a ideia de que abandonar o álcool depende exclusivamente de sofrimento ou de uma força de vontade extraordinária e sugere observar as crenças que sustentam o hábito.
Por que o álcool parece necessário?
Entre os pontos abordados pelo autor está a associação da bebida com relaxamento, diversão e socialização. Carr propõe que o leitor observe se o alívio atribuído ao álcool não faz parte de um ciclo que reforça continuamente o consumo.
A mudança começa pelo reconhecimento dos próprios padrões e pela revisão de ideias construídas em torno da bebida. Confira cinco reflexões apresentadas a partir dessa abordagem.
Questione os benefícios atribuídos ao álcool
A primeira proposta é observar de forma crítica o alívio e o prazer associados à bebida. Segundo a abordagem do livro, entender como essas sensações se relacionam ao próprio ciclo do consumo pode ajudar a reconhecer padrões antes pouco percebidos.
Não enxergue a mudança apenas como perda
A sensação de estar abrindo mão de algo pode dificultar a decisão de reduzir ou abandonar o álcool. A proposta é deslocar a atenção para possíveis ganhos relacionados à saúde, autonomia e qualidade de vida.
Entenda que força de vontade não explica tudo
Mecanismos psicológicos e influências culturais também participam da relação das pessoas com a bebida. Compreender esses fatores pode ajudar a analisar o comportamento de maneira mais consciente e identificar situações que estimulam o consumo.
Reavalie a associação entre álcool e diversão
Festas, encontros e comemorações são frequentemente ligados à presença de bebidas alcoólicas. Questionar essa relação permite observar se o prazer da experiência está realmente no álcool ou nas pessoas, conversas e momentos compartilhados.
Observe os ganhos ao longo do caminho
Mais disposição, melhora do sono, maior clareza mental, economia financeira e relações mais saudáveis estão entre os benefícios associados à mudança de hábitos citados na obra. A proposta é reconhecer essas transformações e utilizá-las como motivação para manter a decisão.
Quando reduzir sozinho não é suficiente
A mudança de hábitos pode exigir diferentes formas de apoio. Pessoas que percebem perda de controle sobre o consumo ou impactos na saúde, no trabalho e nas relações podem precisar de avaliação e acompanhamento profissional.
O crescimento do consumo abusivo registrado pelo Vigitel reforça que a relação com o álcool ultrapassa escolhas pontuais. Observar os próprios padrões, questionar associações construídas ao longo do tempo e buscar ajuda quando necessário são caminhos para uma relação mais consciente com a bebida.
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