Mundo • 12:03h • 29 de novembro de 2025
Consumo de aves dispara no fim do ano e especialistas alertam para riscos na procedência dos produtos
Tecnologias de inspeção, rastreabilidade e detecção de contaminantes reforçam cuidados necessários diante do aumento da demanda sazonal
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Engenharia de Comunicação | Foto: Divulgação
O consumo de aves ganha força no fim do ano impulsionado pelas tradicionais ceias natalinas e pelas confraternizações familiares, período em que peru, chester e frango ocupam espaço central nas refeições dos brasileiros. Com o aumento da procura, cresce também a necessidade de atenção à procedência, à inspeção sanitária e aos controles de qualidade que garantem segurança ao consumidor.
O fim do ano costuma elevar a produção do setor avícola e reforçar os cuidados em toda a cadeia, desde o abate até a chegada ao varejo. No Brasil, 6,46 bilhões de frangos foram abatidos em 2024, crescimento de 2,7 por cento em relação ao ano anterior. Para 2025, a expectativa é de que a produção alcance 14,2 milhões de toneladas, com consumo per capita estimado em 46,6 quilos, segundo dados do Cepea e da Associação Brasileira de Proteína Animal.
Nesse contexto, especialistas reforçam a importância de adquirir produtos certificados, devidamente codificados e rastreáveis. Segundo Rodrigo Gaio, especialista de Produtos na área de Inspeção da Soma Solution, processos de inspeção, rastreamento e identificação são fundamentais para assegurar a integridade dos alimentos. Ele explica que a rastreabilidade permite acompanhar informações como origem, lote e local de abate, garantindo transparência na cadeia produtiva.
A evolução tecnológica tem ampliado a segurança no setor avícola. Sistemas digitais e códigos únicos permitem o monitoramento em tempo real de todas as etapas da produção. Equipamentos industriais de inspeção, como os de Raio-X, são capazes de detectar corpos estranhos com menos de 1 milímetro, identificando materiais metálicos, vidro, pedras, cerâmicas e plásticos densos. Esses dispositivos podem ser instalados em diferentes pontos da linha de produção e rejeitam automaticamente produtos considerados não conformes.
Outra ferramenta amplamente utilizada são os detectores de metais da linha Soma Inspection Solution, que realizam inspeção minuciosa antes ou depois da embalagem, identificam parafusos, pregos e fragmentos metálicos e descartam automaticamente itens que não atendem aos padrões exigidos. Quando contaminantes físicos não são identificados, podem causar lesões ao consumidor, o que reforça a importância de sistemas de controle bem implementados.
O especialista destaca ainda que o uso dessas tecnologias não é apenas um diferencial competitivo, mas também uma exigência legal. Normas como a RDC nº 14/2014, atualizada pela RDC nº 632/2022 da Anvisa, determinam a obrigatoriedade de sistemas que garantam a inocuidade dos alimentos. Certificações internacionais como BRCGS, IFS Food e FSSC 22000 também exigem políticas rígidas de detecção e rejeição de contaminantes, demonstrando compromisso com a segurança alimentar e com a conformidade regulatória.
A orientação ao consumidor para o período de festas é sempre verificar sempre o selo de inspeção, checar validade e conferir a procedência das aves comercializadas. Esses cuidados contribuem para garantir uma ceia mais segura e reforçam a importância da rastreabilidade e da inspeção como pilares da confiança na indústria de alimentos.
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