Saúde • 09:12h • 20 de fevereiro de 2026
Consumo excessivo de álcool mata 12 por hora e traz prejuízos sociais e econômicos
Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo - lembrado em 18 de fevereiro - alerta para necessidade de promoção de campanhas educativas como a iniciativa "Se beber, não dirija", criada na Alesp
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da Alesp | Foto: Arquivo Âncora1
Considerado uma doença crônica pela Organização Mundial da Saúde desde 1967, o alcoolismo é responsável por cerca de 3 milhões de mortes por ano no mundo, o que representa 5,3% de todos os óbitos. No Brasil, a estimativa é de 12 mortes por hora relacionadas ao consumo de álcool, segundo levantamento da Fundação Oswaldo Cruz. A maioria das vítimas é formada por homens pretos e pardos, de baixa renda e escolaridade, concentrados nas regiões Sul e Sudeste.
Dados do Vigitel, pesquisa do Ministério da Saúde que monitora fatores de risco para doenças crônicas, mostram que o consumo episódico pesado — ingestão excessiva de álcool em uma única ocasião — cresceu 5% entre 2006 e 2024. O aumento foi mais expressivo entre mulheres, pessoas de 25 a 44 anos e indivíduos com ensino superior.
Após ser ingerido, o álcool afeta diretamente o sistema nervoso central, provocando alterações cognitivas e motoras, como dificuldade de coordenação, visão turva, fala arrastada e prejuízo da memória. Em quadros mais graves, pode causar alucinações, agressividade, depressão do humor e episódios psicóticos. O uso prolongado também pode deixar sequelas duradouras, incluindo prejuízos no autocontrole e na concentração.
O tratamento da dependência exige informação, acolhimento e acesso a redes de apoio. Iniciativas baseadas em ajuda mútua, como os grupos de Alcoólicos Anônimos, oferecem suporte gratuito por meio de reuniões em que os participantes compartilham experiências e estratégias de recuperação.
Além dos impactos individuais, o alcoolismo gera forte custo social e econômico. Estimativas baseadas em dados do Sistema Único de Saúde apontam que os gastos públicos ligados ao consumo de álcool ultrapassam R$ 19 bilhões, incluindo despesas médicas, perda de produtividade, afastamentos do trabalho e aposentadorias precoces.
Para enfrentar o problema, especialistas defendem políticas integradas de prevenção, ampliação da rede de tratamento, campanhas educativas e medidas de fiscalização. No estado de São Paulo, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou leis voltadas à prevenção, atendimento a dependentes e restrição da venda de bebidas alcoólicas para menores de idade, reforçando ações de saúde pública e proteção social.
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