Responsabilidade Social • 15:26h • 04 de abril de 2026
COP 15: conheça animais que o Brasil quer incluir na lista internacional de proteção
Conferência no Pantanal reúne países para ampliar medidas de conservação e incluir novas espécies ameaçadas em acordos globais
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Gov | Foto: ICMBIO/divulgação
Com o tema “Conectando a natureza para sustentar a vida”, a 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias acontece em Campo Grande (MS), no bioma Pantanal. Um dos principais pontos em debate é a inclusão de novas espécies nos Apêndices da Convenção, que determinam diferentes níveis de proteção internacional.
O Apêndice I reúne espécies ameaçadas de extinção, que exigem medidas mais rigorosas, enquanto o Apêndice II inclui espécies que dependem da cooperação entre países para sobreviver ao longo de suas rotas migratórias. As propostas apresentadas pelo Brasil contam com base técnica do ICMBio e são alinhadas a planos nacionais de conservação.
Esse trabalho envolve monitoramento de populações, pesquisas de campo, educação ambiental e articulação com universidades, organizações e comunidades locais, garantindo que os compromissos internacionais sejam aplicados no país.
Aves migratórias estão entre os principais focos
O Brasil apresentou diversas propostas relacionadas a aves migratórias, especialmente espécies que percorrem longas distâncias entre o hemisfério norte e a América do Sul. Entre elas estão o maçarico-de-bico-torto, o maçarico-de-bico-virado e o maçarico-pernilongo, todos com queda significativa nas populações.

Típica do bioma que recebe a Conferência, a caboclinho-do-pantanal (Sporophila iberaensis) está proposta para o no Apêndice II - Foto: Márcio Reppening
Também está em discussão a inclusão do caboclinho-do-pantanal, espécie típica de áreas úmidas da América do Sul, ameaçada pela perda de habitat. Outro destaque é a proposta envolvendo aves marinhas que passam grande parte da vida em mar aberto.
Espécies aquáticas exigem cooperação entre países
Peixes, tubarões, raias e cetáceos também estão na pauta da conferência. Um dos exemplos é o pintado, peixe migratório importante para a economia e o equilíbrio ambiental, que depende de rios compartilhados entre diferentes países.

Os bagres amazônicos são peixes sem escama de grande importância ecológica e comercial - Foto: Julia Mantinian
Há ainda propostas para proteção de tubarões e pequenos cetáceos do Atlântico Sul, além da renovação de ações para preservar a toninha, considerada o pequeno golfinho mais ameaçado da região. Outro ponto importante é a criação de um plano de ação para bagres amazônicos, conhecidos por realizar longas migrações na bacia amazônica.
Especialistas destacam que a cooperação internacional é essencial para entender melhor a distribuição dessas espécies e definir estratégias eficazes de conservação.
Mamíferos terrestres também entram no debate
Entre as espécies terrestres, ganham destaque a ariranha e a onça-pintada. A ariranha já é alvo de ações de conservação no Brasil, com iniciativas voltadas ao monitoramento e à redução de conflitos com comunidades locais.

A ariranha, também conhecida popularmente como onça-d'água, lontra-gigante e lobo-do-rio - Foto: Thiago Orsi Laranjeiras
A onça-pintada, por sua vez, segue como tema central das discussões. Uma nova proposta busca atualizar estratégias de conservação diante de desafios como perda de habitat, isolamento de populações e conflitos com atividades humanas.
Os países também discutem ampliar a cooperação regional para proteger a espécie, alinhando ações e fortalecendo políticas conjuntas de conservação.
Cooperação internacional é chave para conservação
A conferência reforça a importância da troca de experiências entre países para enfrentar desafios comuns, como degradação ambiental e perda de biodiversidade. A integração entre ciência, políticas públicas e cooperação internacional é apontada como essencial para garantir a sobrevivência das espécies migratórias em todo o mundo.
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