Variedades • 19:49h • 21 de julho de 2026
Copa acabou. E agora? O desafio das marcas em manter a atenção conquistada durante o Mundial
Com o título da Espanha, a Argentina em segundo lugar e a Inglaterra em terceiro, mercado publicitário volta as atenções para o pós-Copa e já mira a Copa do Mundo Feminina de 2027
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
A Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim no último domingo, com a Espanha conquistando o título, a Argentina ficando com o vice-campeonato e a Inglaterra terminando na terceira colocação. Para milhões de torcedores, o encerramento do torneio marca o fim de semanas de intensa programação esportiva. Para o mercado publicitário, porém, começa um novo desafio: manter a relevância e o engajamento conquistados durante o maior evento esportivo do planeta.
Ao longo de 39 dias de competição, a Copa movimentou uma projeção de US$ 10,5 bilhões (cerca de R$ 58 bilhões) em investimentos globais em mídia, segundo a WARC Media. O resultado consolidou um comportamento que já vinha ganhando força: o consumo simultâneo de conteúdo em diferentes plataformas.
Torcedor passou a consumir futebol em várias telas ao mesmo tempo
Durante o Mundial, a audiência não ficou concentrada apenas na televisão. O público dividiu sua atenção entre TV aberta, streaming, redes sociais, aplicativos e plataformas especializadas.
A Globo informou ter alcançado 133 milhões de brasileiros durante a competição. Já a CazéTV registrou mais de 100 milhões de dispositivos alcançados e um pico de 21 milhões de acessos simultâneos durante a vitória da Seleção Brasileira sobre o Japão.
Nos aplicativos especializados, a tendência também apareceu. Segundo a OneFootball, as partidas do Brasil registraram entre 14 milhões e 16 milhões de visualizações nas páginas dos jogos.
Mercado publicitário acompanha a mudança de comportamento
Esse novo perfil de consumo também influencia a forma como as empresas distribuem seus investimentos.
Dados do Cenp-Meios mostram que, pela primeira vez em 2026, a mídia digital superou a TV aberta em investimentos publicitários no Brasil. No cenário internacional, a PwC projeta que o mercado global de publicidade alcance US$ 1,4 trilhão até 2030, impulsionado principalmente pelas plataformas digitais e pelo avanço da inteligência artificial.
Segundo Bruno Almeida, CEO da US Media, a Copa reforçou que a atenção do consumidor está distribuída em diferentes canais. "O torcedor assiste ao jogo, acompanha estatísticas no celular, comenta nas redes sociais e consome conteúdos paralelos ao mesmo tempo. Isso exige que as marcas deixem de pensar apenas em grandes campanhas e passem a construir presença em diferentes pontos da jornada digital."
Copa Feminina de 2027 já aparece como próxima grande oportunidade
Se o fim da Copa masculina costuma provocar uma desaceleração nas ações ligadas ao futebol, o calendário esportivo oferece uma nova oportunidade em curto prazo.
Em menos de um ano, o Brasil receberá a Copa do Mundo Feminina de 2027, a primeira realizada na América do Sul. O torneio contará com 32 seleções, 64 partidas e jogos em oito cidades brasileiras, ampliando o espaço para patrocinadores e anunciantes.
Os indicadores já mostram o crescimento da modalidade. A final da Supercopa Feminina de 2026 alcançou 21,8 milhões de brasileiros e registrou aumento de 54% na audiência feminina em comparação com a edição anterior. Já a Copa do Mundo Feminina de 2023 ultrapassou 2 bilhões de espectadores em todo o mundo.
Para Bruno Almeida, as empresas que começarem a se preparar desde agora terão vantagem. "A Copa Feminina de 2027 não será apenas o próximo grande evento esportivo. Ela representa a continuidade de uma transformação que o mercado já começou a viver."
O executivo avalia que o principal legado da Copa de 2026 foi consolidar um consumidor cada vez mais multiplataforma. Segundo ele, a atenção do público não desaparece quando o torneio termina, apenas se redistribui entre novos conteúdos, competições e formatos digitais.
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