Esporte • 16:37h • 27 de julho de 2026
Copa do Mundo Feminina no Brasil vai movimentar quase R$ 9 bilhões na economia, aponta estudo
Estimativa é que sejam criados 73,7 mil postos de trabalho e arrecadação tributária de R$ 928 milhões
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Gov | Foto: Embratur
A realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027 no Brasil deverá gerar um impacto de aproximadamente R$ 8,8 bilhões na economia nacional. A estimativa faz parte de um estudo elaborado pela FGV Projetos a pedido da Embratur, que analisou os efeitos econômicos da preparação e da realização do torneio. Os dados foram apresentados durante o Confut, evento voltado a negócios, inovação e networking no esporte.
Segundo o levantamento, o campeonato deverá acrescentar cerca de R$ 3,8 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o equivalente a 0,03% da economia nacional. A projeção também aponta a criação de 73,7 mil empregos diretos e indiretos, geração de R$ 4,5 bilhões em renda e arrecadação de aproximadamente R$ 928 milhões em tributos.
De acordo com a Embratur, o impacto previsto para a Copa do Mundo Feminina supera, sozinho, a movimentação econômica gerada pelos dez maiores eventos esportivos recorrentes realizados no país em 2025.
Impactos econômicos e geração de empregos
O estudo divide os impactos em dois grandes grupos. O primeiro está relacionado aos gastos do público e deverá movimentar cerca de R$ 4,7 bilhões. A estimativa considera um fluxo de aproximadamente 2 milhões de pessoas entre turistas e moradores durante o período da competição. Esse volume poderá sustentar cerca de 45,7 mil empregos, gerar R$ 2,4 bilhões em renda e recolher R$ 516 milhões em impostos.
O segundo grupo envolve os investimentos necessários para organizar o torneio. A previsão é de um impacto de R$ 4,1 bilhões na economia brasileira. O cálculo leva em conta o orçamento global da Fifa para o evento, estimado em US$ 800 milhões. Desse total, parte será destinada a premiações internacionais, enquanto o restante deverá ser aplicado no Brasil em áreas como logística, segurança, transmissão e saúde, contribuindo para a geração de aproximadamente 28 mil postos de trabalho.
A pesquisa utilizou a metodologia da Matriz de Insumo-Produto, ferramenta amplamente empregada para medir efeitos diretos, indiretos e induzidos na economia.
Turismo e perfil do público
O estudo também analisou o perfil dos turistas internacionais que visitam o Brasil. Dados da pesquisa Visa-Embratur indicam que quase metade desse público é formada por mulheres. Em média, essas visitantes permanecem 11 dias no país e realizam gastos distribuídos entre praias, compras, gastronomia e atividades culturais, o que tende a beneficiar empresas de diferentes setores e portes.
Outro dado destacado é o potencial de ampliação do público do futebol feminino. Pesquisa da Nexus em parceria com a CBF aponta que 72% das pessoas que nunca frequentaram estádios no Brasil são mulheres. Além disso, a Seleção Brasileira Feminina possui avaliação positiva para 73% dos entrevistados, cenário que pode estimular novos consumidores e ampliar a participação do público feminino nos eventos esportivos.
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