Responsabilidade Social • 09:09h • 07 de janeiro de 2026
Coração cruza mais de 900 km em primeira missão do TransplantAR em 2026
Coração foi transportado de Goiânia à capital paulista em operação que reforça a agilidade do sistema de transplantes no estado
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação
O programa TransplantAR - Aviação Solidária, iniciativa do Governo de São Paulo, realizou no domingo (4) a primeira captação de órgão de 2026. A operação envolveu o transporte de um coração de Goiânia até São Paulo, em um percurso superior a 900 quilômetros, viabilizando um transplante de emergência em um paciente em estado crítico.
A missão teve início em Jundiaí, de onde partiu um jato executivo cedido voluntariamente por um empresário parceiro do programa. A aeronave seguiu até Goiânia, onde o doador estava internado no Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi, referência no atendimento de alta complexidade em Goiás.
Após a cirurgia de captação, o órgão foi transportado de volta à capital paulista por uma equipe do Instituto do Coração, garantindo que o procedimento de transplante fosse realizado dentro do tempo necessário para preservar a viabilidade do coração.
A ação contou com a atuação conjunta do Instituto Brasileiro de Aviação e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que coordenam o uso solidário e regulamentado de aeronaves privadas para agilizar o transporte de órgãos em todo o território nacional.
Criado em setembro de 2024, o TransplantAR ampliou de forma significativa a logística do sistema de transplantes. Desde o lançamento, já foram realizados 76 voos solidários, que contribuíram diretamente para o transplante de mais de 76 órgãos, entre corações, pulmões, fígados e pâncreas.
Em 2025, o programa recebeu reconhecimento nacional ao vencer a categoria Justiça e Cidadania da 22ª edição do Prêmio Innovare, que destaca iniciativas inovadoras com impacto social e fortalecimento das políticas públicas.
Como funciona o TransplantAR
O TransplantAR opera sem gerar custos aos cofres públicos. A iniciativa utiliza aeronaves privadas que, em muitos casos, permaneceriam ociosas em hangares. O Instituto Brasileiro de Aviação é responsável por selecionar proprietários dispostos a doar horas de voo, sempre respeitando as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Helicópteros, turboélices e jatos particulares autorizados são empregados de forma voluntária, permitindo deslocamentos mais rápidos do que os voos comerciais. Essa agilidade é decisiva para órgãos como coração e pulmão, que precisam ser transplantados em até quatro horas após a captação, e para o fígado, cujo prazo máximo é de 12 horas.
Cenário dos transplantes em São Paulo
Atualmente, cerca de 27 mil pessoas aguardam por um transplante de órgãos ou tecidos no estado de São Paulo. O estado responde por aproximadamente 31% de todos os transplantes realizados no Brasil e, até outubro do ano passado, havia contabilizado 6.641 procedimentos, mantendo-se como referência nacional na área.
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