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Saúde • 09:24h • 30 de dezembro de 2025

Corpo humano não funciona como deveria em temperatura acima de 35°C

Confusão mental e fala arrastada são sinais de falência térmica

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1

O calor extremo também agrava o quadro de quem convive com doenças crônicas, tais como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc) e doença renal crônica.
O calor extremo também agrava o quadro de quem convive com doenças crônicas, tais como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc) e doença renal crônica.

A onda de calor que elevou as temperaturas na semana do Natal no Rio de Janeiro, em São Paulo e em outros seis estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul deve persistir até qurta-feira (31), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Para essas áreas, foi emitido aviso vermelho de grande perigo, que indica temperaturas até 5 °C acima da média por mais de cinco dias, com alto risco à vida, além de possíveis danos e acidentes.

Com o avanço do calor extremo, intensificado pelas mudanças climáticas provocadas pela ação humana, cresce a necessidade de cuidados para reduzir os impactos à saúde. De acordo com o clínico geral e coordenador do pronto atendimento do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Luiz Fernando Penna, esse cenário pode levar à falência térmica do organismo.

Trata-se de uma emergência médica caracterizada por confusão mental, pele quente e seca e temperatura corporal acima de 40 °C. Diante desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

Segundo o médico, os efeitos do calor na saúde ainda são subestimados. Muitas pessoas associam o problema apenas a mal-estar, mas os riscos incluem desde quedas de pressão até quadros graves de falência térmica. Em temperaturas extremas, o corpo passa a operar no limite, aumentando a sudorese, acelerando os batimentos cardíacos e dilatando os vasos sanguíneos. Esses mecanismos, porém, têm um limite e, quando falham, ocorre o colapso térmico.

O calor intenso também agrava doenças crônicas, como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica e doença renal crônica. Pessoas que utilizam diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, anticolinérgicos e antipsicóticos devem redobrar a atenção, já que esses medicamentos podem interferir na regulação térmica do corpo.

Além disso, as altas temperaturas afetam o sono, prejudicam o humor, aumentam a irritabilidade e reduzem a produtividade, comprometendo o descanso, a memória e a capacidade de tomar decisões rápidas.

Para enfrentar essas condições, não basta apenas se hidratar. É fundamental evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, priorizar ambientes ventilados e suspender atividades físicas. Trabalhadores que não podem evitar o calor, como os da construção civil, entregas e coleta de lixo, devem fazer pausas frequentes nos horários mais quentes.

Segundo Penna, não existe adaptação completa a ondas de calor extremas e repetidas. Em temperaturas acima de 35 °C, especialmente com alta umidade, o corpo humano não consegue funcionar adequadamente. A recomendação é evitar situações de risco e reconhecer precocemente os sinais de falência térmica para prevenir quadros graves.

No Rio de Janeiro, uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, divulgada em fevereiro de 2025, comprovou a relação entre altas temperaturas e aumento da mortalidade, especialmente entre idosos e pessoas com doenças como diabetes, hipertensão, Alzheimer, insuficiência renal e infecções urinárias. O estudo da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca analisou mais de 800 mil mortes registradas entre 2012 e 2024.

De acordo com os pesquisadores, embora a maioria dos estudos associe calor extremo a doenças cardiovasculares e respiratórias, também há evidências de impactos sobre doenças metabólicas, do trato urinário e neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Entre as recomendações para enfrentar o calor estão acompanhar a previsão do tempo antes de planejar atividades, manter contatos de emergência à mão, conservar a casa fresca, usar ventiladores ou ar-condicionado com moderação, evitar sair nos horários mais quentes, utilizar proteção solar e manter hidratação constante. Também é importante evitar bebidas alcoólicas, que aceleram a desidratação, preferir roupas leves e respiráveis e ter cautela com banhos muito gelados, que podem provocar efeito rebote e aumentar a produção de calor pelo corpo.

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