Economia • 10:02h • 20 de julho de 2026
Crédito fica mais caro em julho; veja como ficaram os juros do empréstimo pessoal
Pesquisa mostra alta na taxa média cobrada pelos principais bancos em julho; cheque especial permanece no teto de 8% ao mês
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria de Imprensa do Procon | Foto: Arquivo/Âncora1
Quem pretende contratar um empréstimo pessoal deve encontrar crédito um pouco mais caro neste mês. Pesquisa divulgada pela Fundação Procon-SP mostra que a taxa média de juros cobrada pelos seis principais bancos do país subiu para 8,50% ao mês em julho de 2026, ante 8,36% registrados em junho. No acumulado de um ano, esse percentual equivale a 166,12%.
O levantamento foi realizado em 2 de julho e considera as menores taxas oferecidas para contratos de empréstimo pessoal com prazo de 12 meses para pessoas físicas. Entre as instituições pesquisadas, apenas um banco reajustou os juros, elevando a taxa de 8,02% para 8,83% ao mês, enquanto os demais mantiveram os mesmos percentuais praticados anteriormente.
Alta mensal parece pequena, mas aumenta o custo da dívida
Embora o aumento tenha sido de apenas 0,14 ponto percentual na média mensal, o impacto pode ser significativo para quem financia valores elevados ou parcelas por um período mais longo.
Por isso, o Procon-SP recomenda que o consumidor compare as condições oferecidas pelas instituições financeiras antes de contratar um empréstimo, analisando não apenas a taxa de juros, mas também o custo total da operação.
Cheque especial segue no limite definido pelo Banco Central
No cheque especial, a pesquisa não identificou mudanças. A taxa média permaneceu em 8,00% ao mês, equivalente a 151,82% ao ano. Todos os bancos consultados praticaram exatamente esse percentual.
O índice coincide com o teto estabelecido pelo Banco Central por meio da Resolução nº 4.765/2019, em vigor desde janeiro de 2020, que limita os juros do cheque especial para pessoas físicas a 8% ao mês.
Segundo o Procon-SP, tanto o empréstimo pessoal quanto o cheque especial devem ser utilizados com cautela, preferencialmente em situações emergenciais ou para substituir dívidas com taxas de juros ainda mais elevadas, reduzindo o custo financeiro para o consumidor.
A pesquisa completa está disponível no portal da Fundação Procon-SP.
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