Ciência e Tecnologia • 16:01h • 04 de novembro de 2026
Céu de novembro terá chuva de meteoros com possibilidade de bolas de fogo visíveis do Brasil
Fenômeno terá maior atividade entre a noite de 4 de novembro e a madrugada do dia 5, com possibilidade de meteoros muito brilhantes e observação a olho nu
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do IMO/NASA | Foto: Divulgação
A chuva de meteoros Táuridas do Sul terá um de seus principais períodos de atividade entre a noite desta quarta-feira, 4 de novembro, e a madrugada de quinta-feira (5). O fenômeno poderá ser observado em diferentes regiões do Brasil, incluindo Assis e cidades do interior paulista, desde que as condições do céu sejam favoráveis. Segundo a Organização Internacional de Meteoros (IMO) e a NASA, a chuva se destaca pela possibilidade de produzir meteoros especialmente brilhantes, conhecidos como bolas de fogo, embora apresente uma frequência relativamente baixa de aparições.
Diferentemente de outras chuvas de meteoros que podem apresentar dezenas de rastros luminosos por hora, as Táuridas do Sul costumam produzir aproximadamente cinco meteoros por hora em condições ideais de observação. O principal atrativo está na intensidade de algumas aparições, que podem alcançar brilho superior ao de planetas visíveis no céu noturno.
De acordo com o calendário da IMO, a atividade das Táuridas do Sul se estende de 20 de setembro a 20 de novembro. A chuva apresenta diferentes períodos de maior intensidade, incluindo uma fase associada à ocorrência de meteoros brilhantes por volta de 5 de novembro. Isso significa que o fenômeno também pode ser observado em outras noites, embora a passagem entre quarta e quinta-feira seja uma das principais oportunidades deste ano.
O nome Táuridas está relacionado à constelação de Touro, região do céu de onde os meteoros parecem surgir. Esse ponto é chamado de radiante, mas os rastros luminosos podem aparecer em diferentes direções, sem necessidade de manter o olhar fixo na constelação.
Qual é o melhor horário para observar as Táuridas do Sul?
Segundo o boletim da Organização Internacional de Meteoros, o radiante estará em posição favorável por volta de 1h da madrugada, no horário local. A observação pode começar antes, durante a noite de quarta-feira, e continuar nas primeiras horas de quinta-feira.
Para quem pretende acompanhar o fenômeno em Assis e na região, a recomendação é procurar um local com pouca iluminação artificial e visão ampla do céu. A presença de nuvens pode dificultar ou impedir a observação, enquanto as luzes urbanas reduzem a quantidade de meteoros visíveis.
Não é necessário utilizar telescópios ou binóculos. Como os meteoros podem cruzar diferentes partes do firmamento, a observação a olho nu permite acompanhar uma área maior do céu. Especialistas recomendam permanecer aproximadamente 30 minutos em um ambiente escuro para que os olhos se adaptem à baixa luminosidade.
A Lua estará em fase minguante durante o período, com condições consideradas geralmente favoráveis pela IMO. Mesmo assim, a visibilidade dependerá principalmente da nebulosidade e da iluminação do local escolhido.
Por que as Táuridas podem produzir meteoros tão brilhantes?
As Táuridas estão associadas ao cometa 2P/Encke, que deixa partículas de poeira e pequenos fragmentos ao longo de sua trajetória pelo Sistema Solar. Quando a Terra atravessa essas regiões, parte do material entra na atmosfera em alta velocidade e produz os rastros luminosos conhecidos popularmente como estrelas cadentes.
Alguns fragmentos podem gerar fenômenos de luminosidade intensa, chamados de bolas de fogo. Segundo a NASA, esses meteoros podem apresentar brilho superior ao de Vênus, um dos objetos mais luminosos do céu noturno.
Apesar dessa característica, a ocorrência de uma bola de fogo não é garantida. A estimativa de cinco meteoros por hora corresponde a condições ideais, e observadores em áreas urbanas ou com céu parcialmente encoberto poderão visualizar uma quantidade menor.
A chuva de meteoros não representa risco para quem acompanha o fenômeno. Trata-se de um evento astronômico recorrente, provocado pela passagem da Terra por regiões que contêm partículas deixadas por corpos celestes.
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