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Educação • 10:53h • 10 de maio de 2025

Cursinhos populares, com apoio do movimento negro, pedem revisão do edital do MEC

Em protesto, mais de 40 alunos ocuparam o MEC e entregaram um documento com reivindicações sobre as falhas no edital de apoio a cursinhos populares

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Uneafro Brasil | Foto: Uneafro Brasil

Movimento negro questiona o MEC e pede readequação de edital para cursinhos populares
Movimento negro questiona o MEC e pede readequação de edital para cursinhos populares

Mais de 40 alunos, com o apoio de diversas organizações que integram o movimento negro, ocuparam o Ministério da Educação (MEC) nesta quinta-feira, 8 de maio, para entregar um pedido formal de revisão do edital do CPOP (Cursinhos Populares e Comunitários), lançado em 14 de abril. O grupo entregou o documento ao Secretário-Executivo Adjunto do MEC, Gregório Durlo Grisa, e solicitou políticas públicas que considerem a experiência histórica dos cursinhos populares.

O edital do CPOP visa o apoio técnico e financeiro a 130 unidades de cursinhos populares gratuitos em todo o Brasil, mas é alvo de críticas por parte de uma centena de cursinhos populares e comunitários de pré-vestibular, que atuam nas regiões periféricas e comunidades de ensino de baixo custo. A principal queixa dos manifestantes é que o MEC não consultou adequadamente os cursinhos antes de lançar o edital, e que o texto do documento exclui questões centrais de representatividade racial, quilombola e indígena. De acordo com os críticos, as exigências do edital são incompatíveis com a realidade dos cursinhos, que funcionam de forma comunitária e muitas vezes sem CNPJ, além de dependerem de trabalho voluntário e articulações periféricas.

Além disso, o edital possui pontos considerados discriminatórios e excludentes, como o curto prazo para inscrições, a excessiva burocracia e a exigência de qualificação formal dos professores, algo que muitos cursinhos não podem cumprir. A falta de reconhecimento da experiência prática de docentes que atuam em comunidades e a padronização de carga horária para as aulas são outros pontos de discordância. Em protesto, os manifestantes pedem uma readequação do edital, com um prazo mais longo para as inscrições (pelo menos 30 dias) e a criação de um fórum de diálogo permanente com o MEC, para garantir que as políticas educacionais atendam realmente às necessidades dessas instituições.

LEIA MAIS: Cursinhos populares podem se inscrever na CPOP a partir desta terça-feira, 22 de abril

Douglas Belchior, diretor do Instituto Peregum e cofundador da Uneafro Brasil, ressaltou a importância da luta histórica dos cursinhos comunitários e populares, que há mais de 25 anos buscam o reconhecimento e apoio do governo. “Nós apresentamos um documento para o fortalecimento dos cursinhos ainda no plano de governo do Lula, durante a campanha. Reafirmamos isso na transição de governo e levamos ao MEC em audiência oficial, com a presença do ministro. Essa entrega é importante, mas não pode ser feita sem ouvir os movimentos e sem garantir que os benefícios sejam reais, e não causem transtornos e frustrações”, afirmou Belchior.

O movimento recebeu apoio de diversas entidades como a Rede Ubuntu, Rede Confluências de Educação Popular, Movimento Negro Unificado, Instituto de Referência Negra Peregum, Coalizão Negra por Direitos e CONAQ, entre outras organizações. Eles destacam que o trabalho dos cursinhos populares vai além da educação formal e é uma ferramenta de inclusão social, atuando nas comunidades com o objetivo de dar acesso ao ensino superior para aqueles que, muitas vezes, são excluídos do sistema educacional formal.

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