Saúde • 17:49h • 01 de janeiro de 2026
De Gen Z a 40+: novas gerações redefinem o consumo de bem-estar no Brasil
Estética com propósito, prevenção e longevidade explicam por que a suplementação deixou de ter um único perfil de consumidor no país
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Agência Pub | Foto: Arquivo/Âncora1
O consumo de suplementos e produtos naturais no Brasil passou por uma transformação silenciosa, porém profunda, ao longo dos últimos anos. O que antes era associado quase exclusivamente ao esporte ou a nichos específicos, hoje atravessa gerações, rotinas e objetivos distintos. Dados da consultoria Grand View Research indicam que o mercado global de suplementos alimentares deve crescer, em média, 8,9% ao ano até 2033, alcançando cerca de US$ 414 bilhões. No Brasil, o setor já movimenta aproximadamente US$ 4,6 bilhões, com projeção de crescimento anual de 9,5% até 2030.
A leitura desse movimento vai além dos números. A Puravida, referência em nutrição natural e clean label, observa que o avanço do mercado reflete uma mudança clara no comportamento do consumidor. Cada geração passou a se conectar ao bem-estar por motivações próprias, criando um cenário mais diverso e menos padronizado.
“Nos últimos anos, o consumidor de bem-estar deixou de ser uma persona única. Hoje, cada geração se relaciona com a saúde de forma diferente, e nosso papel é compreender essas nuances para oferecer soluções reais, sem modismos, mas com propósito e consistência”, afirma Rafael Pizzato, CEO da Puravida.
Entre os mais jovens, especialmente na faixa dos 18 aos 25 anos, a suplementação surge como extensão de identidade e estilo de vida. Para essa geração, autocuidado está ligado à estética consciente, à performance e a valores éticos. Produtos naturais, comunicação transparente e formulações alinhadas a causas ambientais e sociais pesam tanto quanto o resultado funcional. Nesse grupo, o bem-estar é também uma forma de expressão.
Já entre adultos de 26 a 39 anos, o consumo passa a ser guiado pela lógica da prevenção e do equilíbrio. Trata-se de uma geração que concilia alta carga profissional, prática de atividades físicas e a necessidade de manter energia e constância ao longo do dia. A busca é por soluções práticas, que ajudem a sustentar desempenho, imunidade e recuperação física sem complexidade excessiva na rotina.
Acima dos 40 anos, a suplementação assume um papel de continuidade e preservação da qualidade de vida. O foco se desloca para a manutenção da saúde óssea, muscular e hormonal, além do suporte à vitalidade no médio e longo prazo. Esse público tem impulsionado o crescimento do mercado de longevidade saudável no Brasil, ampliando a procura por soluções naturais que favoreçam autonomia e bem-estar ao longo dos anos.
“Acreditamos que saúde é um tema geracional e coletivo. Por isso, buscamos dialogar com públicos que vão do jovem que valoriza performance ao adulto que quer preservar vitalidade. O importante é entender que cada jornada de cuidado é única”, reforça Rafael Pizzato.
O cenário aponta para um futuro em que o bem-estar deixa de ser segmentado por idade ou tendência passageira e passa a ser entendido como um projeto contínuo, adaptável às diferentes fases da vida. Para o mercado, o desafio não está apenas em lançar produtos, mas em compreender comportamentos, expectativas e propósitos que mudam conforme cada geração.
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