Cultura e Entretenimento • 17:10h • 27 de maio de 2026
De “O Menino Maluquinho” a “Extraordinário”: 11 livros que podem fazer crianças gostarem de ler
Como histórias envolventes ajudam a transformar leitura em prazer, fortalecer vínculos familiares e desenvolver imaginação e autonomia
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Central Press | Foto: Divulgação
Criar o hábito da leitura na infância continua sendo um dos maiores desafios para muitas famílias em meio ao avanço das telas, vídeos curtos e consumo acelerado de conteúdo digital. Especialistas em educação, porém, afirmam que o interesse pelos livros costuma nascer menos da obrigação e mais da identificação emocional da criança com histórias, personagens e experiências que despertem curiosidade, humor, sensibilidade e pertencimento.
Além do impacto no aprendizado, pesquisas mostram que a leitura frequente também está associada a benefícios cognitivos e emocionais ao longo da vida. Um levantamento da Escola de Saúde Pública de Yale aponta que leitores vivem, em média, quase dois anos a mais do que pessoas que não cultivam o hábito da leitura. A Organização Mundial da Saúde também relaciona a manutenção da função cognitiva a práticas ligadas à leitura e ao estímulo intelectual contínuo.
Segundo especialistas, o contato com livros na infância ajuda a desenvolver vocabulário, criatividade, imaginação, autonomia e capacidade de interpretação. Mais do que isso, a leitura compartilhada pode fortalecer vínculos familiares e criar memórias afetivas ligadas aos livros.
Livros que despertam identificação e curiosidade
Entre as obras recomendadas para crianças entre 5 e 10 anos aparece “O Menino Maluquinho”, de Ziraldo, um dos maiores clássicos da literatura infantil brasileira. A linguagem leve, o humor e as ilustrações ajudam leitores iniciantes a se reconhecerem na narrativa e criarem relação afetiva com a leitura.

Outro destaque é “Marcelo, Marmelo, Martelo”, de Ruth Rocha, livro conhecido por brincar com palavras, significados e criatividade linguística, transformando a linguagem em uma espécie de jogo para as crianças.
Já “A Bolsa Amarela”, de Lygia Bojunga, trabalha desejos, identidade e crescimento através de uma narrativa sensível que mistura realidade e imaginação. Segundo especialistas, obras assim ajudam crianças a compreender emoções e ampliar a percepção sobre si mesmas.
Na lista também aparece “O Monstro das Cores”, de Anna Llenas, voltado à identificação dos sentimentos e emoções, além de “A Árvore Generosa”, de Shel Silverstein, frequentemente utilizada em leituras compartilhadas para discutir amor, generosidade e limites.
Cinema da imaginação e aventura nos livros
Especialistas afirmam que histórias capazes de transportar crianças para universos imaginários costumam funcionar como porta de entrada importante para o hábito da leitura.
É o caso de “Contos e Lendas de um Vale Encantado”, de Ricardo Azevedo, que mergulha no imaginário popular brasileiro através de personagens folclóricos e narrativas inspiradas no Vale do Paraíba. Também integra a lista “A História de Pedro Coelho”, de Beatrix Potter, considerada uma leitura acessível para crianças em fase inicial de autonomia.
Outra recomendação é “Os Adoráveis Bilhetinhos da Professora Ada”, de Anderson Novello, obra que utiliza o cotidiano escolar para criar identificação imediata com crianças entre 5 e 8 anos.
Já “O Livro Sem Figuras”, de B. J. Novak, chama atenção por transformar o adulto em parte ativa da experiência de leitura, criando momentos de humor e interação entre pais, professores e crianças.

Livros também ajudam a desenvolver empatia
Além da imaginação, especialistas afirmam que algumas obras ajudam crianças e adolescentes a desenvolver empatia, reflexão e compreensão sobre diferenças humanas.
Entre os títulos recomendados está “Extraordinário”, de R. J. Palacio, história marcada por temas como coragem, inclusão e humanidade. O livro se tornou uma das obras mais utilizadas em debates escolares ligados à convivência e respeito às diferenças.
Outra indicação é “De Carta em Carta”, de Ana Maria Machado, narrativa sobre alfabetização, relações familiares e transformação social através do conhecimento. Segundo educadores, a obra ajuda crianças a perceber como a leitura e a escrita podem mudar a realidade das pessoas.
Para especialistas, o livro certo no momento certo pode transformar completamente a relação da criança com a leitura. Histórias que despertam emoção, curiosidade e identificação tendem a criar uma experiência mais prazerosa e significativa, fortalecendo o vínculo com os livros desde cedo.
Veja os 11 livros indicados pelos especialistas
- “Contos e Lendas de um Vale Encantado”, de Ricardo Azevedo
- "A Bolsa Amarela”, de Lygia Bojunga
- “O Menino Maluquinho”, de Ziraldo
- “Extraordinário”, de R. J. Palacio
- “De Carta em Carta”, de Ana Maria Machado
- “Marcelo, Marmelo, Martelo”, de Ruth Rocha
- “O Monstro das Cores”, de Anna Llenas
- “A Árvore Generosa”, de Shel Silverstein
- “O Livro Sem Figuras”, de B. J. Novak
- “Os Adoráveis Bilhetinhos da Professora Ada”, de Anderson Novello
- “A História de Pedro Coelho”, de Beatrix Potter
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