Economia • 08:47h • 31 de março de 2026
Desemprego tem alta no trimestre, mas recua no ano e renda cresce, mostra pesquisa
Dados do IBGE mostram melhora no mercado de trabalho em 2026, com queda do desemprego na comparação anual e aumento do rendimento médio; cenário reflete retomada da economia e maior circulação de renda
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da CUT | Foto: Arquivo Âncora1
A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro. Apesar de ter subido em relação ao período anterior (5,2%), esse é o menor índice para esse trimestre desde o início da série histórica, em 2012, e representa queda de 1 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado, sinalizando recuperação do mercado de trabalho.
Ao todo, 6,2 milhões de pessoas buscavam emprego — número maior que no trimestre anterior, mas 14,8% menor em relação a um ano antes, o que significa 1,1 milhão de brasileiros a menos nessa situação. Os dados são da PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE.
O nível de ocupação chegou a 58,4%, o equivalente a 102,1 milhões de pessoas, com a entrada de 1,5 milhão de trabalhadores no mercado. Mesmo com leve recuo no trimestre, houve crescimento de 1,5% na comparação anual.
Os rendimentos também avançaram. O salário médio real foi de R$ 3.679, com alta de 2% no trimestre e de 5,2% em um ano. Já a massa de rendimentos somou R$ 371,1 bilhões, crescimento de 6,9%, indicando maior circulação de dinheiro na economia e impacto positivo no consumo das famílias.
A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 14,1%. Apesar de aumento no trimestre, houve queda de 1,6 ponto percentual em relação ao ano passado. No total, 16,1 milhões de pessoas estavam nessa condição, uma redução de 10,5% em um ano.
O número de desalentados, que são aqueles que desistiram de procurar emprego, foi de 2,7 milhões. O dado ficou estável no trimestre, mas caiu 14,9% na comparação anual, indicando melhora na confiança para buscar trabalho.
Mesmo com os avanços, a informalidade ainda atinge 37,5% dos ocupados, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores. O número de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu em 39,2 milhões, enquanto os sem carteira somaram 13,3 milhões, com queda no trimestre.
Na comparação anual, o crescimento do emprego foi puxado por setores como informação, comunicação e atividades financeiras, com alta de 4%, e administração pública, saúde e educação, que cresceram 4,5%. Também houve aumento de renda em áreas como comércio e serviços, refletindo o aquecimento do consumo.
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