Saúde • 10:30h • 22 de julho de 2026
Desinformação sobre vacinas entra no centro do debate em sessão da Academia Nacional de Medicina
Sessão pública nesta quarta-feira (23) discutirá como notícias falsas e a perda de confiança nas vacinas afetam a saúde pública e o papel das universidades nesse cenário
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Trixe Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
O avanço da desinformação e a queda da confiança nas vacinas têm colocado a hesitação vacinal entre os principais desafios da saúde pública. O atraso ou a recusa da imunização, mesmo quando as vacinas estão disponíveis, preocupa especialistas por favorecer a redução da cobertura vacinal e aumentar o risco de retorno de doenças que já estavam controladas.
Para discutir esse cenário, a Academia Nacional de Medicina (ANM) realiza nesta quarta-feira (23) uma sessão pública dedicada ao tema, reunindo pesquisadores e especialistas para debater estratégias de comunicação, o papel das universidades e a importância da ciência no fortalecimento das políticas de imunização.
Desinformação desafia décadas de avanços na vacinação
A acadêmica Margareth Dalcolmo, que fará a conferência principal do encontro, avalia que o Brasil construiu uma trajetória histórica de sucesso com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), mas que esse patrimônio passou a enfrentar novos desafios nos últimos anos.
Segundo a especialista, a disseminação de informações falsas, o negacionismo científico e a insegurança provocada pela pandemia contribuíram para reduzir a confiança de parte da população nas vacinas. Para ela, esse movimento compromete um dos programas de saúde pública mais importantes do país, responsável por ampliar a expectativa e a qualidade de vida dos brasileiros.
Além de apresentar evidências científicas sobre a hesitação vacinal, a conferência abordará formas de fortalecer a comunicação baseada em conhecimento confiável e aproximar a ciência da sociedade.
Universidades têm papel estratégico no combate às fake news
Outro tema da sessão será a responsabilidade das instituições de ensino superior na formação de profissionais preparados para enfrentar a desinformação.
A programação inclui a conferência "Hesitação Vacinal no Ambiente Universitário: Desafios e Oportunidades", conduzida pelo acadêmico Celso Ferreira Ramos Filho, seguida de um debate mediado pelo acadêmico Roberto Medronho.
A proposta é discutir como universidades e centros de pesquisa podem contribuir para ampliar a confiança da população nas vacinas por meio da produção científica, da divulgação de informações qualificadas e da formação de profissionais comprometidos com a medicina baseada em evidências.
Evento terá participação presencial e transmissão pela internet
A sessão pública será aberta pelo presidente da Academia Nacional de Medicina, Antonio Egidio Nardi, e acontecerá a partir das 16 horas, na sede da instituição, no Rio de Janeiro.
O evento é gratuito, com participação presencial e transmissão online. As inscrições podem ser realizadas pelo site da Academia Nacional de Medicina, e a íntegra das palestras ficará disponível posteriormente nos canais oficiais da entidade para estudantes, profissionais da saúde, pesquisadores, jornalistas e demais interessados.
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