• Coca-Cola Triple Z existe mesmo? Investigamos o suposto lançamento que viralizou em portais brasileiros
  • Economia, saúde e ciência marcaram a segunda semana de março em Assis e região; confira o resumo
  • Escritor assisense lança livro infantil de ficção científica no Centro Cultural Dona Pimpa nesta semana
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 11:12h • 17 de maio de 2025

Desmatamento cai na maioria dos biomas em 2024

Na comparação com 2023, a redução foi de 32,4% na área desmatada

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Em 2024, mais de 89% da área desmatada no país integram a Amazônia ou o Cerrado.
Em 2024, mais de 89% da área desmatada no país integram a Amazônia ou o Cerrado.

Cinco dos seis biomas brasileiros registraram queda no desmatamento em 2024, segundo o Relatório Anual do Desmatamento (RAD), divulgado na quarta-feira (14) pelo Mapbiomas. A única exceção foi a Mata Atlântica, que se manteve praticamente estável em relação a 2023, com um aumento de 2%.

O Pantanal e o Pampa lideraram a redução da perda de vegetação nativa, com quedas de 58,6% e 42,1%, respectivamente. O Cerrado aparece em seguida, com redução de 41,2%, seguido da Amazônia (-16,8%) e da Caatinga (-13,4%).

Apesar da queda, o Cerrado segue como o bioma mais desmatado do país pelo segundo ano consecutivo, perdendo mais de 652 mil hectares de vegetação nativa.

Balanço nacional

Em 2024, o país registrou 1.242.079 hectares desmatados, o que representa uma redução de 32,4% em relação a 2023. Também houve queda de 26,9% nos alertas de desmatamento, que somaram 60.983 registros.

Em média, foram desmatados 3.403 hectares por dia, o equivalente a quase 142 hectares por hora. O pico do desmatamento aconteceu em 21 de junho, com 3.542 hectares perdidos em 24 horas — especialmente no Cerrado, onde o ritmo foi mais intenso: 1.786 hectares diários.

Segundo Tasso Azevedo, coordenador do Mapbiomas, a queda no desmatamento pode ser atribuída a três fatores principais: a criação de planos de combate específicos para cada bioma, maior atuação dos estados na fiscalização e o uso de dados ambientais na concessão de crédito rural.

Impactos dos eventos extremos

A estabilidade da Mata Atlântica se deve, em parte, à perda de vegetação causada por eventos climáticos extremos, como os registrados no Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024. No estado, 627 alertas relacionados a desastres naturais resultaram na perda de 2.805 hectares — todos na Mata Atlântica.

Regiões e estados

A região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) concentrou 42% da perda de vegetação nativa no Brasil e respondeu por 75% do desmatamento no Cerrado. Os quatro estados da região, junto com o Pará, foram responsáveis por 65% de toda a área desmatada do país em 2024. Maranhão (17,6%), Pará (12,6%) e Tocantins (12,3%) lideraram o ranking.

Por outro lado, Goiás, Paraná e Espírito Santo registraram as maiores reduções, com quedas superiores a 60%.

Terras indígenas e unidades de conservação

As terras indígenas tiveram redução de 24% na perda de vegetação, com 15.938 hectares desmatados — 1,3% do total nacional. A Terra Indígena Porquinhos dos Canela-Apãnjekra (MA) liderou o ranking, com 6.208 hectares desmatados, um aumento de 125% em relação a 2023.

Nas Unidades de Conservação, a redução foi de 42,5%, com 57.930 hectares desmatados. A APA Triunfo do Xingu (PA), na Amazônia, foi a mais afetada, com 6.413 hectares.

Autorização e transparência

Em 2024, 43% da área desmatada teve algum tipo de autorização. No Cerrado, 66% da vegetação nativa suprimida foi autorizada, enquanto na Amazônia esse índice foi de apenas 14%.

O Maranhão, embora tenha liderado em desmatamento proporcional, foi o estado com menor transparência nas informações de fiscalização e autorizações. “Recebemos bases de dados incompletas e com restrições de acesso”, relata Marcondes Coelho, do Instituto Centro de Vida (ICV).

Causas

Desde 2019, o Brasil já perdeu cerca de 9,9 milhões de hectares de vegetação nativa — 67% apenas na Amazônia Legal. A agropecuária segue como principal vetor do desmatamento, sendo responsável por mais de 97% das perdas nos últimos seis anos.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 18:51h • 15 de março de 2026

Vacina brasileira contra cocaína e crack avança e pode iniciar testes em humanos

Projeto da UFMG chamado Calixcoca busca bloquear efeito da droga no cérebro e pode inaugurar novo caminho no tratamento da dependência química

Descrição da imagem

Variedades • 17:29h • 15 de março de 2026

“Cometa da Páscoa” pode atingir grande brilho, mas observação será difícil

Astrônomo Marcos Calil explica que proximidade com o Sol pode limitar visibilidade do cometa C/2026 A1 no início de abril

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 16:41h • 15 de março de 2026

Mês da Mulher: destinos de ecoturismo ganham destaque entre viajantes

Guia do Ministério do Turismo mostra que contato com a natureza está entre as principais atividades buscadas pelo público feminino que viaja sozinho

Descrição da imagem

Variedades • 16:09h • 15 de março de 2026

Coca-Cola Triple Z existe mesmo? Investigamos o suposto lançamento que viralizou em portais brasileiros

Matérias publicadas em diversos sites afirmam que a marca teria lançado uma bebida com três zeros, açúcar, cafeína e calorias, porém há ausência de registros oficiais

Descrição da imagem

Cidades • 15:49h • 15 de março de 2026

Arrastão contra a dengue começa na segunda-feira em Maracaí; veja o cronograma por bairros

Ação de combate ao mosquito será realizada entre os dias 16 e 27 de março com recolhimento de materiais que podem acumular água

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 15:14h • 15 de março de 2026

Governo lança curso para combater maus-tratos contra animais

Capacitação on-line é voltada a agentes do Sistema Único de Segurança Pública e aborda identificação, investigação e resposta a casos de violência contra animais

Descrição da imagem

Mundo • 14:33h • 15 de março de 2026

Entenda o que são “redpill” e outros termos de ódio contra mulheres

Grupos estimulam violência e defendem hierarquia de gênero na internet

Descrição da imagem

Variedades • 14:00h • 15 de março de 2026

Economia, saúde e ciência marcaram a segunda semana de março em Assis e região; confira o resumo

Entre 8 e 14 de março, a semana trouxe novos investimentos no agronegócio, anúncios na área da saúde, debates sociais e atenção científica voltada à passagem do 3I/Atlas

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar