Saúde • 09:45h • 15 de maio de 2026
Dia da Fibromialgia: hidroterapia melhora qualidade de vida, dizem especialistas do Iamspe
A prática regular de exercícios físicos ajuda a reduzir a sensibilização geral do corpo, tornando o organismo menos reativo aos estímulos dolorosos
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
Especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), em São Paulo, destacam a hidroterapia como uma importante aliada na melhora da qualidade de vida de pacientes com fibromialgia. Exercícios regulares, especialmente os aeróbicos e de baixo impacto, ajudam a reduzir dores, melhorar o sono e diminuir a fadiga causada pela doença.
O tema ganha ainda mais relevância após o Dia Nacional de Conscientização sobre a Fibromialgia, celebrado em 12 de maio, data que busca ampliar a informação sobre a síndrome e combater o preconceito enfrentado pelos pacientes.
A fibromialgia é uma condição caracterizada por dores musculares crônicas e generalizadas, que podem atingir regiões como costas, quadris, braços, pernas, articulações, pescoço e ombros. Além da dor, os pacientes também podem apresentar fadiga, alterações no sono, dificuldades cognitivas e mudanças de humor.
Hidroterapia ajuda a reduzir dores
Segundo o fisioterapeuta do Iamspe Guilherme Sobrinho, a hidroterapia é uma das práticas mais indicadas para quem convive com a fibromialgia.
De acordo com ele, muitos pacientes chegam às sessões com dificuldade até mesmo para realizar atividades básicas do dia a dia. Com o acompanhamento, porém, passam a perceber melhora gradual da dor, ganho de mobilidade e mais qualidade de vida.
Entre os exercícios mais utilizados nas sessões estão pequenos saltos, movimentos voltados à mobilidade física e atividades de fortalecimento muscular.
A água ajuda a diminuir o impacto entre o corpo e o solo, evitando que os exercícios intensifiquem as dores causadas pela síndrome. Isso também faz com que os pacientes realizem as atividades com mais segurança e confiança.
Atividade física é parte fundamental do tratamento
A reumatologista do Iamspe Taciana Paula de Souza Stacchini reforça que a prática regular de atividade física é um dos pilares do tratamento da fibromialgia.
Segundo a especialista, os exercícios ajudam a reduzir a sensibilização do sistema nervoso, tornando o organismo menos reativo aos estímulos dolorosos. Ela ressalta, no entanto, que a atividade deve começar de forma gradual, respeitando os limites de cada paciente para evitar agravamento dos sintomas.
A fibromialgia afeta entre 2% e 3% da população brasileira, principalmente mulheres entre 30 e 50 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia.
Taciana explica que a doença altera a forma como o cérebro interpreta a dor. Ela compara o quadro a um alarme desregulado, que dispara diante de qualquer estímulo, fazendo com que o paciente sinta dores intensas mesmo sem lesões aparentes.
O diagnóstico é clínico e leva em consideração a presença de dores generalizadas por pelo menos três meses, além de sintomas como fadiga e distúrbios do sono. A doença também pode estar associada a problemas como depressão e osteoartrite.
Atualmente, o tratamento da fibromialgia busca controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. A abordagem inclui medicamentos, prática de atividade física, alimentação equilibrada e terapia cognitivo-comportamental.
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