Variedades • 20:30h • 06 de janeiro de 2026
Dia da Gratidão destaca efeitos do agradecimento no cérebro
Psicóloga explica como o ato de agradecer ativa áreas do cérebro ligadas ao bem-estar e à redução do estresse
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da SemFronteiras Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Celebrado em 6 de janeiro, o Dia da Gratidão ganha um novo significado à luz da neurociência. Antes associada principalmente a tradições filosóficas e religiosas, a gratidão passou a ser analisada também pela neuropsicologia, que aponta impactos diretos desse sentimento sobre a saúde mental, o equilíbrio emocional e os processos cerebrais ligados ao prazer e à regulação do estresse.
Segundo a psicóloga Aparecida Tavares, que atende no Órion Complex, a gratidão não se limita a uma emoção abstrata. Ela desencadeia respostas químicas e neurológicas no organismo. “Gratidão não é só uma emoção, ela mexe com o nosso organismo, com o nosso cérebro. Ela vai ativar o córtex pré-frontal, o estriado ventral e a amígdala, quando ela ativa esses circuitos neuronais ela os fortalece e reduz o estresse”, explica.
Essas ativações estão associadas à liberação de dopamina e a sensações de prazer, bem-estar e segurança emocional. Na prática, isso significa que cultivar a gratidão pode contribuir para melhorar o humor, reduzir a ansiedade e fortalecer a capacidade de lidar com situações adversas.
Gratidão como prática, não apenas discurso
A especialista observa que, nos últimos anos, o termo “gratiluz” passou a circular com frequência nas redes sociais, unindo as ideias de gratidão e luz. Para ela, o conceito pode ser compreendido como um convite à troca genuína de sentimentos positivos. “É uma forma de iluminar e ser iluminado na troca genuína de bons sentimentos, de esperança e fé na humanidade que há em nós”, afirma.
Mais do que uma expressão, a psicóloga destaca que a gratidão precisa ser vivenciada de forma consciente. Isso envolve reconhecer experiências, relações e até desafios como parte do processo de crescimento pessoal. “É necessário viver a própria existência com amor e propósito, ser grato por tudo que foi vivido, pelos desafios e pelas honrosas conquistas”, ressalta.
Impactos no cotidiano e na saúde emocional
Do ponto de vista clínico, a prática recorrente da gratidão pode ajudar a ressignificar vivências passadas e fortalecer a resiliência emocional. Ao entrar em contato com o ambiente interno e externo, a pessoa amplia a percepção de valor sobre pequenas experiências do dia a dia, o que contribui para uma relação mais equilibrada com o próprio histórico de vida.
“Presentifique atos de gratidão e, ao olhar no retrovisor da sua história, seja grato, ressignificado e resiliente, pois tudo aqui é aprendizado”, orienta Aparecida. Segundo ela, não se trata apenas de alcançar um estado momentâneo de gratidão, mas de desenvolver uma vivência grata, capaz de influenciar decisões, relações e a forma como se enfrenta o cotidiano.
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