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Responsabilidade Social • 09:35h • 08 de março de 2026

Dia da Mulher: psicóloga alerta para violência doméstica que começa pelo pet

Juliana Sato chama atenção para situações em que animais de estimação passam a ser usados como instrumento de controle e intimidação dentro de relações abusivas

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Quando o animal vira alvo: o sinal silencioso de relações abusivas dentro de casa
Quando o animal vira alvo: o sinal silencioso de relações abusivas dentro de casa

No Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo, 8 de março, a discussão sobre violência doméstica ganha destaque em diferentes espaços da sociedade. A data também abre espaço para refletir sobre sinais menos visíveis desse tipo de violência. Em artigo publicado às vésperas da data, a psicóloga Juliana Sato chama atenção para um padrão pouco debatido: quando o animal de estimação se torna alvo de tensão, críticas ou ameaças dentro da relação, funcionando como forma indireta de controle e coerção contra a mulher.

Segundo a autora, a preferência ou não por animais de estimação, por si só, não define caráter nem pode ser usada como indicador de personalidade. Existem motivos legítimos para que alguém prefira manter distância de pets, como alergias, fobias, experiências negativas anteriores, valores familiares ou limites pessoais. O ponto que merece atenção, explica, é a forma como essa diferença aparece dentro da convivência, especialmente quando o animal já ocupa um lugar importante na vida de um dos parceiros.

No cotidiano doméstico, animais de estimação costumam integrar a rotina e o vínculo emocional de muitas famílias. Para várias pessoas, o pet não é apenas um elemento da casa, mas parte da história pessoal e da organização afetiva da vida. Quando o parceiro não tem afinidade com animais, a convivência pode ser administrada com acordos claros e respeito mútuo. O problema surge quando a presença do pet passa a ser tratada como exagero, incômodo ou motivo constante de conflito.

De acordo com Juliana Sato, esse tipo de situação pode revelar padrões de desqualificação e controle. Quando o animal vira motivo de críticas recorrentes, imposição de regras não combinadas ou pressão para que a pessoa abra mão do cuidado com o pet, a questão deixa de ser apenas preferência pessoal e passa a indicar dificuldades na forma como a relação lida com limites, autonomia e respeito.

Em contextos de violência doméstica, o cenário pode se tornar ainda mais delicado. Ameaças ou agressões contra animais de estimação podem ser usadas como forma indireta de intimidação, atingindo emocionalmente a vítima por meio de um vínculo afetivo que ela não deseja ou não consegue romper. Estudos que discutem a chamada Teoria do Elo indicam que maus-tratos contra animais podem funcionar como sinal de alerta para outras formas de violência dentro do ambiente doméstico, inclusive contra mulheres.

O alerta, portanto, não está na simples falta de afinidade com animais, mas na presença de desprezo pelo vínculo afetivo e na pressão para que uma das partes ceda constantemente para evitar conflitos. Quando o pet se transforma em alvo dentro da relação, o debate passa a envolver não apenas o bem-estar do animal, mas também a forma como a convivência é construída e se há espaço real para respeito e autonomia.

Em casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra animais, denúncias podem ser feitas pelo Disque 181, pela Polícia Militar no número 190 em situações de flagrante, diretamente em delegacias de polícia ou por meio das delegacias eletrônicas estaduais. Também é possível acionar o Ministério Público ou serviços municipais de proteção animal e zoonoses.

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