Saúde • 07:29h • 26 de março de 2026
Dia da Tuberculose: alerta para prevenção e conscientização
Transmissão ocorre pelo ar e é mais comum em ambientes fechados e pouco ventilados
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, na última terça-feira (24), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) reforça a importância da conscientização sobre os impactos da doença e sua mortalidade.
A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch, que afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos. No Estado de São Paulo, foram registrados 17.887 novos casos em 2025, ante 20.633 em 2024.
A transmissão ocorre quando uma pessoa com tuberculose pulmonar ativa fala, tosse ou espirra, liberando partículas microscópicas (aerossóis) contendo o bacilo no ar. Essas partículas podem permanecer suspensas por horas e, ao serem inaladas, podem causar infecção.
A infectologista Camila Rodrigues, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, explica que a transmissão é mais comum em ambientes fechados e pouco ventilados. “Nem toda pessoa infectada desenvolve a doença, a infecção latente é comum e, em geral, a transmissão requer contato próximo e prolongado”, destaca.
Sinais de alerta e prevenção
A prevenção da tuberculose envolve medidas individuais e coletivas, como:
- Diagnóstico e tratamento precoces, fundamentais para interromper a transmissão;
- Ambientes abertos e bem ventilados;
- Uso de máscaras em situações de risco ou por pacientes sintomáticos;
- investigação de contatos próximos;
- Tratamento da infecção latente, especialmente em grupos de risco (como pessoas vivendo com HIV);
- Vacinação com BCG, que protege principalmente contra formas graves em crianças.
Diagnóstico
O diagnóstico da tuberculose é feito por meio da combinação de avaliação clínica, exames laboratoriais e métodos de imagem.
Importância da adesão ao tratamento
Não interromper o tratamento antes do tempo indicado é essencial para o controle da doença. A interrupção precoce pode:
- Impedir a eliminação completa da bactéria;
- Provocar a recidiva da doença;
- Favorecer o surgimento de resistência aos medicamentos (tuberculose resistente);
- Manter o paciente como fonte de transmissão.
O tratamento padrão dura, em geral, seis meses, e sua eficácia depende diretamente da adesão completa.
Estratégias para evitar o abandono do tratamento
Evitar o abandono é uma prioridade na saúde pública. Entre as principais estratégias adotadas estão:
- Acompanhamento da tomada de medicamentos por profissional de saúde;
- Atuação integrada de médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos;
- Orientação sobre a doença e a importância do tratamento;
- Oferta de incentivos como transporte, alimentação ou benefícios sociais;
- Uso de combinações medicamentosas em dose única;
- Busca de pacientes que faltam às consultas.
Essas ações são especialmente importantes para populações vulneráveis, como pessoas em situação de rua, pessoas vivendo com HIV e pessoas privadas de liberdade.
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