Educação • 13:00h • 15 de outubro de 2026
Dia dos Professores revela quanto ganham e qual é o perfil dos 200 mil docentes de São Paulo
Levantamento da Secretaria da Educação mostra salários, faixas etárias, disciplinas mais lecionadas e formação dos profissionais que atendem 3 milhões de estudantes
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Secretaria da Educação de SP | Foto: Divulgação
Neste 15 de outubro, Dia dos Professores, um levantamento da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) revela o perfil dos cerca de 200 mil docentes responsáveis pelo ensino de 3 milhões de estudantes em aproximadamente 5 mil escolas estaduais. Os dados de 2026 mostram que a maioria dos profissionais tem entre 40 e 49 anos, recebe, em média, R$ 6.033,97 mensais e atua em uma rede que reúne desde professores com pouco mais de 20 anos até profissionais com 74 anos de idade.
Entre os docentes que estão em sala de aula, matemática é a disciplina com o maior número de profissionais, com 26,2 mil professores, equivalente a 13,1% da rede. Em seguida aparecem língua portuguesa, com 25,6 mil, história, com 16,5 mil, geografia, com 15,2 mil, e ciências, com 12,9 mil.
A diversidade de gerações também chama a atenção. São 13,1 mil professores entre 20 e 29 anos, 35,5 mil entre 30 e 39 anos, 61 mil entre 50 e 59 anos e 20,9 mil entre 60 e 69 anos. Outros 1.575 docentes têm mais de 70 anos, incluindo 30 profissionais com 74 anos.
Salários e formação dos professores
A remuneração média dos docentes que atuam em sala de aula é de R$ 6.033,97 mensais, segundo a Secretaria da Educação. O maior salário registrado entre esses profissionais chega a R$ 20,4 mil.
Quanto à formação acadêmica, os registros atualizados no sistema estadual apontam 64,6 mil professores com especialização, 6.859 com mestrado e 1.644 com doutorado.
A rede também reúne profissionais de diferentes origens. Embora 159,7 mil tenham nascido em São Paulo, há 220 professores estrangeiros provenientes de 35 países. Portugal lidera essa relação, com 30 docentes, seguido pelo Japão, com 22, e por Argentina e Chile, com 18 cada. Também estão registrados 389 professores indígenas e 45 docentes que atuam em escolas quilombolas.
Entre os nomes mais comuns estão Maria, José, Ana e Paulo, que, juntos, representam 7,1% dos profissionais da rede estadual.
Professor iniciou carreira efetiva aos 59 anos
Um dos exemplos apresentados pela Secretaria da Educação é o de Reginaldo da Silva, professor de matemática da Escola Estadual Raul Pilla, na zona leste da capital paulista. Aos 60 anos, ele está em seu primeiro ano como docente concursado, após ingressar efetivamente na rede aos 59.
Formado inicialmente em engenharia elétrica, Reginaldo trabalhou por mais de duas décadas no setor de telecomunicações antes de buscar uma nova carreira. Cursou licenciatura em matemática e pedagogia pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) e começou a lecionar como temporário em 2018.
Professor Reginaldo da Silva | Foto: Marco Ankosqui
Atualmente, além de matemática, ministra aulas de educação financeira e orientação de estudos para alunos do ensino fundamental. Para ele, a experiência profissional anterior contribui para incentivar os estudantes a enfrentar dificuldades e persistir nos próprios objetivos.
A Secretaria informou ainda que realizou concurso para 15 mil vagas no magistério e possui autorização para uma nova seleção com 5 mil oportunidades, ainda em fase de organização.
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