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Responsabilidade Social • 11:11h • 29 de abril de 2025

Dia Nacional da Caatinga faz 22 anos, mas bioma segue ameaçado

A Caatinga abriga uma diversidade única de vegetação, mas, apesar de sua importância, o bioma enfrenta ameaças constantes de exploração desenfreada

Da Redação com informações da CUT | Foto: Arquivo Âncora1

Com uma extensão territorial de quase 8,6 milhões de hectares a Caatinga se encontra dentro dos estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, na região nordestina, bem como em parte do estado de Minas Gerais, ocupando cerca de 11% do território nacional, em que vivem 27 milhões de brasileiros e brasileiras.
Com uma extensão territorial de quase 8,6 milhões de hectares a Caatinga se encontra dentro dos estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, na região nordestina, bem como em parte do estado de Minas Gerais, ocupando cerca de 11% do território nacional, em que vivem 27 milhões de brasileiros e brasileiras.

Dia 28 de abril foi o Dia Nacional da Caatinga, data que entrou para o calendário do país em 2003, em homenagem ao ecólogo pernambucano Vasconcelos Sobrinho, que nasceu neste dia em 1908. Ele foi um pioneiro no estudo do bioma que mostrou que o sertão guarda um patrimônio biológico único no mundo que deve ser explorado de forma sustentável.

Marcado pela biodiversidade, o bioma exclusivamente brasileiro, não sendo encontrado em nenhum outro lugar do mundo, abriga cerca de 3347 espécies de plantas, sendo 526 endêmicas, ou seja, só existem na Caatinga, distribuídas em 962 gêneros e 153 famílias. Além de 133 espécies conhecidas de mamíferos, entre elas as onças pintadas e as pardas, o bioma abriga 548 de aves, 386 espécies de peixes, além de milhares de outros animais exclusivos do território.

Apesar de toda a sua diversidade a Caatinga enfrenta um risco significativo de perda de espécies devido às mudanças climáticas e à gestão ambiental inadequada. A extração de madeira, a monocultura da cana-de-açúcar e a pecuária nas grandes propriedades (latifúndios) deram origem à exploração econômica. Também há denúncias de reiteradas queimadas, extração seletiva de vegetação e animais e introdução de espécies exóticas.

Já foram perdidos 34 milhões de hectares – área equivalente ao estado de Goiás – dos 82,6 milhões de hectares da Caatinga, 40% de seu território. O alerta foi dado pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) Rodrigo Agostinho, em um seminário técnico-científico sobre o bioma realizado no ano passado.

Segundo ele, o Ibama retomou as nossas ações com força, com estratégia, ampliamos os autos de infração, ampliação de multas em quase 600%, além do aumento no combate ao desmatamento e a apreensão. No entanto, estudos apontaram que a crise climática pode extinguir 90% dos mamíferos típicos da Caatinga e provocar perdas significativas na flora em 99% do bioma até 2060.

A Caatinga

Com uma extensão territorial de quase 8,6 milhões de hectares a Caatinga se encontra dentro dos estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, na região nordestina, bem como em parte do estado de Minas Gerais, ocupando cerca de 11% do território nacional, em que vivem 27 milhões de brasileiros e brasileiras.

Seu nome de origem tupi-guarani significa “mata branca”, pois tem como padrão a perda de folhas durante a estação seca, ficando “esbranquiçada”. O nome também tem relação com a capacidade de resiliência que a vegetação possui. Além disso, surpreendentemente a vegetação seca, renasce nos períodos chuvosos com a formação de novas folhas.

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