Saúde • 10:41h • 23 de junho de 2026
Diagnóstico precoce é a principal arma contra o melanoma, tipo mais agressivo de câncer de pele
Junho Preto alerta para o tipo mais agressivo de câncer de pele e reforça a importância da prevenção, do acompanhamento especializado e da atenção aos sinais da doença
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da Agência de notícias do Paraná | Foto: Arquivo Âncora1
Uma pinta que aumenta de tamanho, muda de cor ou formato, uma mancha que escurece progressivamente ou uma lesão que não cicatriza. Alterações aparentemente simples na pele podem ser os primeiros sinais do melanoma, considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele. Durante o Junho Preto, campanha dedicada à conscientização sobre a doença, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce, principal fator para aumentar as chances de cura.
Embora represente uma parcela menor dos casos de câncer de pele, o melanoma é responsável pela maioria das mortes relacionadas à doença. Isso ocorre porque ele possui alta capacidade de se espalhar para outros órgãos quando não é identificado e tratado em seus estágios iniciais.
Os avanços na assistência médica têm permitido o acompanhamento dos pacientes em todas as fases da doença, desde a investigação inicial até tratamentos cirúrgicos e acompanhamento especializado. Entre os procedimentos mais frequentes estão a retirada de lesões suspeitas, reconstruções de pele após cirurgias e tratamentos clínicos voltados aos pacientes oncológicos.
Especialistas destacam que o maior desafio continua sendo estimular a prevenção e a identificação precoce dos sinais da doença. Muitas pessoas associam os riscos do melanoma apenas ao verão, mas os cuidados com a pele devem ser mantidos durante todo o ano, inclusive nos meses mais frios.
A recomendação é que qualquer alteração suspeita seja avaliada por um profissional de saúde o quanto antes. Pessoas que já tiveram melanoma precisam de atenção redobrada, pois apresentam maior risco de desenvolver novos tumores ao longo da vida e, por isso, geralmente necessitam de acompanhamento contínuo.
Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão a predisposição genética, o histórico familiar e a exposição excessiva e acumulada à radiação solar ao longo dos anos. A combinação desses fatores pode aumentar significativamente a probabilidade de surgimento do melanoma.
Quando detectado precocemente, o câncer pode ser tratado de forma menos invasiva e com maiores índices de sucesso. Por isso, o acompanhamento regular e a observação constante da pele são fundamentais.
Nos serviços especializados, exames como a dermatoscopia ajudam a analisar detalhadamente lesões suspeitas. Em alguns casos, também é utilizado o mapeamento corporal digital, que registra imagens da pele para comparação ao longo do tempo, facilitando a identificação de alterações.
Quando uma lesão suspeita é detectada, o paciente pode ser encaminhado para avaliação especializada e realização de exames complementares, incluindo biópsias. Se o melanoma estiver restrito à pele, o tratamento costuma ser realizado por equipes de dermatologia. Já nos casos mais complexos, pode ser necessário o acompanhamento por cirurgiões oncológicos e outros especialistas.
Cuidados devem continuar no inverno
A chegada do inverno costuma gerar uma falsa sensação de proteção contra os efeitos nocivos do sol. No entanto, a radiação ultravioleta continua atingindo a pele mesmo em dias frios, nublados ou com menor intensidade de calor.
Por isso, o uso diário de protetor solar, a proteção adequada durante atividades ao ar livre e a atenção a possíveis alterações na pele continuam sendo medidas essenciais durante todas as estações do ano.
Os especialistas recomendam observar sinais como mudanças na cor, tamanho ou formato de pintas e manchas, além de lesões que sangram, coçam ou apresentam dificuldade para cicatrizar. Ao notar qualquer alteração, a orientação é procurar avaliação médica.
A mensagem da campanha é clara: conhecer os sinais do melanoma e buscar atendimento diante dos primeiros indícios da doença pode fazer toda a diferença, permitindo tratamentos menos complexos e aumentando significativamente as chances de cura.
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