Saúde • 08:20h • 05 de junho de 2026
Diagnóstico precoce pode estabilizar progressão da esclerose múltipla
No Brasil, estima-se que 40 mil pessoas vivem com a doença
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
A esclerose múltipla afeta mais de 2,8 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que cerca de 40 mil pessoas convivam com a doença. Embora ainda não exista cura, o diagnóstico precoce e os avanços nos tratamentos têm permitido controlar a progressão da enfermidade, reduzir a atividade inflamatória e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
Lembrado em 30 de maio, o Dia Mundial da Esclerose Múltipla chama atenção para uma condição neurológica que atinge principalmente mulheres e adultos jovens. Dados da Federação Internacional de Esclerose Múltipla (MSIF) apontam que, a cada cinco minutos, uma pessoa recebe o diagnóstico da doença no mundo.
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central, atingindo o cérebro e a medula espinhal. Ela ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar a mielina, substância responsável por proteger e facilitar a transmissão dos impulsos nervosos. Como consequência, funções motoras, cognitivas, visuais e sensoriais podem ser comprometidas.
De acordo com o Ministério da Saúde, a doença costuma surgir entre os 20 e os 50 anos de idade, com maior incidência por volta dos 30 anos. Ela é cerca de duas vezes mais frequente em mulheres e apresenta menor ocorrência entre pessoas afrodescendentes, orientais e indígenas.
Os sintomas variam de acordo com cada paciente e podem aparecer de forma intermitente, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico. Entre os sinais mais comuns estão fadiga intensa, alterações na visão, formigamentos, fraqueza muscular, dificuldade para caminhar, perda de equilíbrio e alterações urinárias.
Especialistas alertam que sintomas neurológicos persistentes não devem ser ignorados. Em muitos casos, pacientes convivem por meses ou até anos com manifestações da doença antes de receberem o diagnóstico correto. A identificação precoce é fundamental para iniciar o tratamento rapidamente e preservar a qualidade de vida.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico e tratamento gratuitos para pessoas com esclerose múltipla por meio do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). Para ter acesso aos medicamentos, o paciente deve passar por avaliação médica, preferencialmente com um neurologista da rede pública, que será responsável pela emissão da documentação necessária.
Após a apresentação de exames, como a ressonância magnética, e do Laudo de Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamentos (LME), os pacientes podem retirar os medicamentos nas Farmácias de Alto Custo, garantindo acesso ao tratamento contínuo e ao acompanhamento especializado.
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