• CFM lança plataforma nacional para denúncias de exercício ilegal da medicina
  • PAT de Assis divulga mais de 100 vagas de emprego disponíveis nesta semana
  • Ex-alunos de Fisioterapia da FEMA se destacam em concursos e residências
  • O que significa “Regret nothing” em grupos da chamada machosfera digital
Novidades e destaques Novidades e destaques

Variedades • 15:19h • 17 de janeiro de 2026

Dinossauros viveram na Amazônia, descobrem pesquisadores de Roraima

Pegadas da era jurássico-cretácea foram encontradas na Bacia do Tacutu

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1

A região da Amazônia sempre apresentou poucas descobertas arqueológicas porque as rochas do local foram expostas e passaram pelo processo de intemperização. Esse fenômeno causa o desgaste e a decomposição da rocha, o que dificulta a preservação dos fósseis.
A região da Amazônia sempre apresentou poucas descobertas arqueológicas porque as rochas do local foram expostas e passaram pelo processo de intemperização. Esse fenômeno causa o desgaste e a decomposição da rocha, o que dificulta a preservação dos fósseis.

Pesquisadores sabiam, há décadas, que dinossauros habitaram diferentes regiões do Brasil. Faltava, porém, uma peça importante nesse mapa pré-histórico: evidências de que esses animais também viveram na Amazônia. Agora, um estudo da Universidade Federal de Roraima (UFRR) preenche essa lacuna ao identificar os primeiros indícios da presença de dinossauros na região, datados de mais de 103 milhões de anos.

A descoberta inclui mais de dez pegadas da era jurássico-cretácea encontradas na Bacia do Tacutu, no município de Bonfim, no norte de Roraima. Embora não seja possível determinar com precisão quais espécies deixaram as marcas, os pesquisadores conseguiram identificar grupos que viviam naquele ambiente, como raptores, ornitópodes — bípedes herbívoros — e xireóforos, caracterizados por placas ósseas que funcionavam como armadura.

A escassez de fósseis na Amazônia é explicada pelas características geológicas da região. As rochas, frequentemente expostas ao clima, sofrem desgaste e decomposição, o que dificulta a preservação de restos orgânicos. Segundo o pesquisador Lucas Barros, responsável por parte da investigação, materiais ósseos só resistem quando soterrados rapidamente. No passado, a área do Tacutu era um vale úmido, repleto de canais de rios, onde pegadas endureciam antes de serem cobertas por sedimentos — condição fundamental para sua fossilização.

Uma faixa de vegetação de cerrado que recobre parte da bacia também favoreceu a preservação dos afloramentos rochosos, permitindo a identificação de pegadas, fósseis de invertebrados, troncos fossilizados e impressões de folhas.

As primeiras pegadas foram localizadas em 2014 durante uma atividade de campo com alunos de geologia da UFRR, conduzida pelo professor Vladimir Souza. Na época, a universidade não contava com especialistas em paleoecologia nem com equipamentos adequados para análises detalhadas, o que levou o projeto a ser temporariamente engavetado. O estudo só foi retomado em 2021, quando Barros iniciou um mestrado sobre o tema em parceria com o professor Felipe Pinheiro, da Unipampa.

A análise das pegadas utiliza técnicas de fotogrametria, que permitem criar modelos 3D de alta precisão. Com esse método, Barros mapeou novos afloramentos e refinou a descrição científica das marcas fossilizadas.

O pesquisador acredita que a Bacia do Tacutu abriga centenas de pegadas ainda não estudadas. Parte delas está em terras indígenas, como a Terra Indígena Jabuti, onde já foram identificadas quatro áreas de relevância científica. Outra porção significativa está localizada em propriedades privadas, o que limita o avanço das pesquisas. Muitos proprietários temem que a presença de pesquisadores resulte em processos de demarcação ou perda de terras, o que dificulta o acesso e a continuidade dos estudos.


Últimas Notícias

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 20:19h • 10 de março de 2026

CFM lança plataforma nacional para denúncias de exercício ilegal da medicina

Sistema “Medicina Segura” permitirá registrar denúncias, reunir evidências e ajudar autoridades a identificar práticas ilegais em todo o país

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 19:36h • 10 de março de 2026

Seis perrengues em viagens internacionais que o seguro viagem pode resolver

De extravio de bagagem a intoxicação alimentar, proteção custa cerca de 2% da viagem e ajuda a reduzir prejuízos

Descrição da imagem

Saúde • 18:29h • 10 de março de 2026

Quatro práticas proibidas no marketing de estética e saúde que profissionais devem evitar

Especialista explica o que pode e o que não pode na divulgação de tratamentos estéticos e médicos

Descrição da imagem

Policial • 17:28h • 10 de março de 2026

Motorista inventa roubo de R$ 5 mil, mas polícia descobre farsa e faz prisão em flagrante

Homem chegou a provocar ferimento no rosto para simular assalto, mas investigação da DIG desmontou versão em poucas horas

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 17:22h • 10 de março de 2026

Turismo lança guia para mulheres que viajam sozinhas e destaca tendências das viajantes brasileiras

Material consolida dados, análises e orientações práticas voltadas à promoção de um turismo mais seguro, responsável e inclusivo para o público feminino

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 17:01h • 10 de março de 2026

Júpiter parecerá “parar” no céu nesta terça em fenômeno astronômico observado da Terra

Efeito visual ocorre às 23h44 de 10 de março e marca o fim do movimento retrógrado do maior planeta do Sistema Solar

Descrição da imagem

Cidades • 16:35h • 10 de março de 2026

Apenas 10 vagas: Tarumã recebe curso gratuito de soldagem em março

Capacitação profissional será realizada em parceria com FAESP/SENAR e Sindicato Rural de Assis

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 16:04h • 10 de março de 2026

Alimentação natural ou ração industrializada: qual é a melhor escolha para cães e gatos

Especialista explica que o mais importante é garantir equilíbrio nutricional e orientação veterinária para cada animal

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar