• Mega-Sena acumula em R$ 230 milhões e premia apostas de Assis, Cândido Mota e região
  • Compartilhar Wi-Fi pelo celular exige cuidados com senha, bateria e consumo de dados
  • Sem telescópio, moradores de Assis poderão observar Saturno próximo da Lua neste fim de semana
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 08:41h • 06 de agosto de 2025

Dormir à noite ou cochilar durante o dia: o que faz melhor para a saúde?

Geraldo Lorenzi Filho explica como nosso sono evolui da infância à velhice e por que padrões alternativos podem custar caro à saúde

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1

O desenvolvimento humano apresenta uma trajetória natural de variação nos padrões de sono.
O desenvolvimento humano apresenta uma trajetória natural de variação nos padrões de sono.

O sono polifásico, caracterizado por múltiplos períodos de repouso distribuídos ao longo do dia, desafia o modelo monofásico convencional – aquele em que se dorme uma única vez ao longo da noite. Geraldo Lorenzi Filho, professor e coordenador do Laboratório de Investigação Médica do Sono da Faculdade de Medicina da USP estuda os diferentes padrões de sono.

O professor explica: “A verdade é que o sono é muito individual, não existe uma regra geral, a grande regra geral é que o mais fácil é manter esse padrão monofásico, de dormir à noite quando está tudo escuro e de dia ter atividade como a maior parte das pessoas, mas existem possibilidades de outros arranjos temporais em relação ao sono que em geral levam a um estresse da pessoa e do organismo como um todo.”

Natureza e evolução dos padrões de sono

O desenvolvimento humano apresenta uma trajetória natural de variação nos padrões de sono. Recém-nascidos exemplificam o modelo polifásico primário, com ciclos curtos e frequentes de sono intercalados por breves períodos em que acordam. Essa configuração vai se transformando gradualmente, evoluindo para o padrão bifásico comum em crianças pequenas – que inclui o sono de tarde – até consolidar-se no modelo monofásico predominante na idade adulta.

Curiosamente, o envelhecimento traz de volta tendências polifásicas, com muitos idosos recuperando o hábito de cochilos ao longo do dia. Essa flutuação ao longo da vida desafia a noção de um padrão “correto” de sono, sugerindo que a nossa biologia permite diversas configurações de repouso.

Estudos históricos apontam que, antes da invenção da luz elétrica, os seres humanos provavelmente seguiam um ritmo bifásico noturno: um primeiro sono ao anoitecer, seguido por um período de vigília noturna dedicado a atividades sociais ou de vigilância, e finalmente um segundo sono até o amanhecer. Essa adaptação às condições naturais de iluminação revela como os padrões de sono foram moldados por fatores ambientais e culturais.

Sono polifásico na sociedade moderna

A adoção consciente do sono polifásico na vida contemporânea enfrenta obstáculos fisiológicos significativos. O professor Lorenzi Filho explica que nosso sistema circadiano – regulado por hormônios, como o cortisol, e influenciado por fatores como temperatura corporal – cria janelas temporais ideais para o sono. Tentar dormir fora desses períodos naturais equivale a nadar contra a corrente biológica.

Profissionais submetidos a turnos noturnos ou horários irregulares experimentam na pele essas dificuldades. A irregularidade entre seus horários de trabalho e os ritmos circadianos internos pode levar a uma série de problemas de saúde: desde distúrbios metabólicos como obesidade e diabetes até condições cardiovasculares e transtornos de humor. A luz solar durante o dia, o barulho ambiental e as demandas sociais funcionam como fatores adicionais que sabotam a qualidade do repouso diurno.

Casos extremos, como o do navegador Amyr Klink, demonstram que adaptações polifásicas radicais são possíveis em situações específicas. Durante suas travessias polares, Klink adotou um regime de cochilos de 15 minutos a cada hora – estratégia necessária para manter a vigilância constante em meio a geleiras perigosas. No entanto, tais exemplos representam exceções que confirmam a regra: “Existem algumas pessoas que se adaptam a horários diferentes, que ficam acordados à noite, de dia dormem e se sentem bem nesse novo ritmo, mas isso é muito raro, a maior parte das pessoas tem um sofrimento físico e biológico”, explica o professor.

Cochilos estratégicos

Dentro do espectro polifásico, os cochilos diurnos emergem como prática particularmente relevante para a sociedade moderna. Quando bem executados, esses períodos curtos de repouso – idealmente limitados a 20 minutos – podem oferecer benefícios mensuráveis: restauração da atenção, melhoria no humor e complementação do sono noturno insuficiente. No entanto, o professor Lorenzi Filho alerta “o mais comum é a gente considerar que o ideal é não dormir mais do que 20 minutos, para evitar que nesse cochilo você entre em sono profundo (REM) e aí quando você acorda tem a inércia do sono, que resulta em às vezes acordar pior do que foi dormir”.

O desafio contemporâneo reside em encontrar equilíbrios personalizados que respeitem tanto as necessidades fisiológicas quanto as demandas profissionais e sociais. Para alguns, isso pode significar a inclusão estratégica de breves cochilos reparadores; para outros, a manutenção rigorosa de um ciclo noturno contínuo. O critério fundamental, segundo o professor, deve ser sempre a qualidade do repouso obtido e seu impacto positivo no funcionamento diurno. Enquanto o modelo monofásico noturno permanece como a configuração mais harmoniosa com nossa biologia e organização social, variações individuais são não apenas possíveis, mas em muitos casos necessárias.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Variedades • 00:00h • 23 de outubro de 2026

Mega-Sena acumula em R$ 230 milhões e premia apostas de Assis, Cândido Mota e região

Concurso 3073 não teve ganhadores na faixa principal, mas bilhetes de Ourinhos e Paraguaçu Paulista acertaram a quina e receberam mais de R$ 23 mil cada

Descrição da imagem

Variedades • 19:38h • 22 de outubro de 2026

Compartilhar Wi-Fi pelo celular exige cuidados com senha, bateria e consumo de dados

Recurso permite conectar computadores e outros aparelhos à rede móvel, mas exige atenção à franquia de internet, à segurança e aos dispositivos conectados

Descrição da imagem

Variedades • 18:43h • 22 de outubro de 2026

Seu filho conversa com brinquedos de IA? Pediatras alertam para riscos emocionais e de privacidade

Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda cautela com produtos que conversam, simulam amizade e armazenam informações pessoais; famílias devem verificar riscos antes da compra

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 17:32h • 22 de outubro de 2026

Sem telescópio, moradores de Assis poderão observar Saturno próximo da Lua neste fim de semana

Fenômeno poderá ser observado após o pôr do Sol, nos dias 23 e 24 de outubro, sem necessidade de telescópio; Lua servirá de referência para localizar o planeta

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 17:05h • 22 de outubro de 2026

São Paulo lança cartilha para acolher turistas LGBTQIA+ e ampliar o turismo inclusivo

Levantamento mostra que 30 municípios paulistas já desenvolvem ações voltadas à diversidade; publicação orienta hotéis, restaurantes e destinos turísticos sobre atendimento respeitoso

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 16:22h • 22 de outubro de 2026

Música e teatro sem mensalidade: projeto do Conservatório de Tatuí chega à sexta temporada

Nova temporada reúne videoaulas com especialistas, incluindo o contrabaixista Michael Pipoquinha, e permite aprender técnicas musicais e conceitos artísticos sem sair de casa

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 15:49h • 22 de outubro de 2026

Câmara avança com projeto que proíbe penas e plumas de animais em fantasias e adereços

Proposta aprovada em comissão prevê multas de até R$ 1 milhão e abre discussão sobre proteção animal e preservação das manifestações culturais brasileiras

Descrição da imagem

Mundo • 15:04h • 22 de outubro de 2026

Quer morar na Itália e trabalhar online? Conheça as regras do visto para nômades digitais

Autorização permite morar legalmente no país por um ano, com possibilidade de renovação; candidatos precisam comprovar experiência profissional, renda e seguro de saúde

As mais lidas do mês

Política

Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar

Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos