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Saúde • 19:31h • 18 de março de 2026

Dormir bem pode aumentar a expectativa de vida em até 4 anos, apontam estudos

Alta incidência de distúrbios do sono no Brasil acende alerta para saúde e reforça papel de hábitos como atividade física regular

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Engenharia de Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1

Mais de 70% dos brasileiros têm problemas de sono e impacto vai além da saúde
Mais de 70% dos brasileiros têm problemas de sono e impacto vai além da saúde

Pessoas com sono regular e de boa qualidade podem viver de 2 a 4 anos a mais e ter até 31% menos risco de morte prematura, segundo dados da pesquisa Vitality. O cenário contrasta com a realidade brasileira, onde cerca de 70% a 72% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono, de acordo com levantamentos do Ministério da Saúde, Vigitel e Associação Brasileira do Sono.

Os dados mostram que uma parcela significativa da população dorme menos do que o recomendado. Aproximadamente 20,2% dos brasileiros nas capitais dormem menos de seis horas por noite, enquanto 31,7% apresentam sintomas de insônia. O problema é mais frequente entre mulheres e varia conforme a cidade, com índices elevados em diferentes regiões do país.

A falta de sono adequado tem impacto direto na saúde e no desempenho diário. Estudos indicam que dormir menos de seis horas pode comprometer funções cognitivas, como atenção e tomada de decisão, em níveis comparáveis a situações de fadiga extrema.

Nesse contexto, a prática regular de atividade física aparece como uma das estratégias mais eficazes para melhorar a qualidade do sono. Levantamento da plataforma Fortalece identificou que exercícios frequentes estão associados à redução de episódios de insônia, diminuição do tempo para adormecer e aumento da sensação de descanso.

Em um programa conduzido com profissionais da educação, foi registrado aumento de 12,9% na percepção de qualidade do sono após sete semanas de prática estruturada de exercícios físicos.

Além dos efeitos no sono, a atividade física também contribui para a saúde mental. Estudos indicam que a melhora na qualidade do descanso pode estar associada à redução de até 63% nos sintomas de depressão, 51% na ansiedade e 42% no estresse.

O corpo explica e responde

A explicação está na resposta fisiológica do organismo. A prática de exercícios ajuda a reduzir níveis de cortisol, melhora a regulação hormonal e favorece a produção de substâncias ligadas ao ciclo do sono, como a melatonina. Esses efeitos tendem a se acumular com a regularidade.

Especialistas apontam que não é a intensidade extrema que traz melhores resultados, mas a constância. Atividades moderadas, realizadas três a quatro vezes por semana, tendem a ser mais eficazes para melhorar o sono do que esforços intensos e esporádicos.

O impacto do sono também atinge o ambiente de trabalho. Empresas já observam reflexos em produtividade, absenteísmo e saúde dos colaboradores. Dados do INSS mostram que mais de 4,12 milhões de benefícios por incapacidade temporária foram concedidos em 2025, alta de cerca de 15% em relação ao ano anterior.

Diante desse cenário, a adoção de hábitos simples, como manter rotina de exercícios e melhorar a qualidade do descanso, ganha relevância não apenas para a saúde individual, mas também para o desempenho profissional e a qualidade de vida.

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