• Mega-Sena sorteia dezenas do concurso 2985 com prêmio de R$ 104,5 milhões; confira as dezenas
  • Prefeituras da região de Assis podem inscrever representantes no Revelando SP até 27 de março
  • Curso de publicidade da FEMA inicia parceria com o Asilo São Vicente de Paulo em Assis
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 13:07h • 26 de janeiro de 2025

DPU propõe rever homenagens a personalidades com posições racistas

Medida busca reparação histórica à população negra

Agência Brasil | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A nota da DPU defende que a retirada do nome de pessoas associadas ao escravismo, racismo e eugenia pretende estimular a lembrança, e não o esquecimento.
A nota da DPU defende que a retirada do nome de pessoas associadas ao escravismo, racismo e eugenia pretende estimular a lembrança, e não o esquecimento.

A Defensoria Pública da União (DPU) emitiu uma nota técnica recomendando a remoção de homenagens a escravocratas, racistas e eugenistas em monumentos e nomeando locais públicos. O documento, elaborado pelo Grupo de Trabalho de Políticas Etnorraciais da DPU, defende a legalidade e viabilidade da medida, caracterizada pelo órgão como “de reparação histórica à população negra”.

A iniciativa foi tomada após o convite ao órgão para participar de uma audiência pública relacionada a uma ação popular em tramitação na Justiça de São Luís (MA). A ação discute uma homenagem concedida ao psiquiatra Raimundo Nina Rodrigues, falecido em 1906 e defensor de uma visão cientificista, a da patologização dos crimes.

O Grupo cita as controvérsias envolvendo ideias racistas e eugenistas defendidas pelo médico, especialmente em relação à criminalização e estigmatização de grupos vulnerabilizados, como a população negra e indígena. Segundo a análise da DPU, “a eleição do pensamento racial e eugenista não foi algo acidental em sua obra. Foi a base sobre a qual ergueu toda a sua doutrina”.

Para Iêda Leal de Souza, pedagoga e integrante do Movimento Negro Unificado, o que a DPU propõe é que seja feita uma reparação que aponte a gravidade de homenagear pessoas que pensaram na destruição da humanidade.

“O que ele (Nina) fez e estudou abalou a humanidade de um grupo racial, vítima da escravidão. O que a Defensoria faz é recuperar a história, por uma boa memória. É necessário, porém, deixar registrado quem foi essa pessoa. Se as pessoas puderem compreender o significado dos 400 anos de escravidão e do que é o pós-escravidão", diz Ieda, que também é ex-Secretária de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Igualdade Racial.

Ela considera importante saber o papel de personalidades como Nina Rodrigues em seu tempo, mas de maneira crítica. “Não é retirar, jogar fora, é colocar no lugar certo, garantir a verdade, para que as pessoas possam ter contato com uma história que dê conta de contar quem são esses falsos herois", conclui.

Direito à memória

A nota da DPU defende que a retirada do nome de pessoas associadas ao escravismo, racismo e eugenia pretende estimular a lembrança, e não o esquecimento.

“Pautado nas dimensões do direito à memória e à verdade, a justiça de transição de nenhuma forma pretende apagar o passado. Muito pelo contrário, o que se quer é recompor a verdade, lembrar o que de fato ocorreu, redescobrir o que até aqui foi negado enquanto memória da violação aos Direitos Humanos”, diz a nota técnica.

O documento utiliza o conceito de justiça de transição, normalmente aplicado a regimes autoritários, para repensar os impactos de um estado escravista em nosso povo. “Se uma homenagem prestada em espaços públicos carrega um caráter eminentemente simbólico, sua retirada consegue ter sensível efeito reverso. Ela significa que o Estado brasileiro, em sua atual configuração democrática, não compactua com a manutenção de deferências carregadas de violência contra grupos vulnerabilizados”, explica.

O grupo ainda conclui que não se pode aceitar que espaços construídos ou mantidos pelo Estado, “sejam lugares de celebração de quem outrora legitimou hierarquias raciais até hoje presentes em nossa sociedade”.

Como base para as afirmações o grupo de Defensores cita a adesão do Brasil à Convenção da ONU sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial.

Racismo estrutural

Para Jacque Cipriany, advogada e articuladora da Rede de Proteção e Resistência ao Genocídio, o elemento principal é reconhecer que vivemos uma sociedade estruturalmente racista e que o Brasil está e foi construído sobre uma ótica racista. "Se a gente entender que essa questão é muito mais profunda, a gente tem uma concepção maior dos malefícios de ações de atos racistas nessa sociedade. Com homenagens a racistas você só enaltece o racismo em detrimento da população preta, que são corpos e vozes historicamente silenciados por esse mesmo racismo estrutural", pondera.

Para ela, os questionamentos sobre a questão racial na sociedade geralmente ocorrem de forma muito simplória e pontual, se desenrolando a partir de casos concretos. "Esse país trata qualquer falha, que poderia ocorrer com qualquer pessoa, quando cometida por uma pessoa preta, como um erro coletivo, e todo corpo preto vai ser cobrado, então a nossa vida cotidiana é atravessada o tempo todo pelo racismo", conclui. 

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Variedades • 21:20h • 17 de março de 2026

Mega-Sena sorteia dezenas do concurso 2985 com prêmio de R$ 104,5 milhões; confira as dezenas

Resultado foi divulgado na noite desta terça-feira (17); Caixa ainda deve informar se houve ganhador do prêmio principal

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 20:26h • 17 de março de 2026

Brasil tem quase 30 milhões de animais vivendo nas ruas, aponta levantamento

Mais de 80% dos casos estão concentrados em áreas urbanas; iniciativas sociais atuam no atendimento a pets e tutores em situação de vulnerabilidade

Descrição da imagem

Variedades • 19:39h • 17 de março de 2026

TikTok Shop mostra que estoque e logística são decisivos para crescer no social commerce

Especialistas apontam que social commerce pode crescer até três vezes mais rápido que o e-commerce tradicional, impulsionado por vídeos curtos, afiliados e compras por impulso

Descrição da imagem

Cidades • 18:20h • 17 de março de 2026

Cândido Mota realiza palestra sobre prevenção do câncer do colo do útero no dia 24

Evento do Março Lilás acontece na próxima terça-feira, às 19h, na Câmara Municipal, com participação da oncologista clínica Dra. Laísa Gabrielle Silva

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 17:31h • 17 de março de 2026

Amajari oferece ecoturismo, piscinas naturais e cachoeiras deslumbrantes na Serra do Tepequém

No interior do Estado, o destino surpreende com clima ameno e opções para se refrescar na estação mais quente do ano

Descrição da imagem

Educação • 17:10h • 17 de março de 2026

FEMA realiza evento “Ada Lovelace - Mulheres na Tecnologia” no dia 30 de março em Assis

Programação no Cine FEMA Piracaia terá palestra sobre carreira em produto e painel com profissionais que atuam em empresas do setor de tecnologia

Descrição da imagem

Esporte • 16:51h • 17 de março de 2026

Amistosos entre Florínea, Pedrinhas Paulista e Arena Sport marcam agenda do futebol de base

Jogos das categorias de base acontecem entre os dias 18 e 21 de março em Pedrinhas Paulista e Florínea

Descrição da imagem

Cidades • 16:15h • 17 de março de 2026

Programa Boa Noite Saúde leva consultas e vacinação em horário noturno em Quatá no dia 25

Ação acontece das 16h às 20h, oferecendo consultas, vacinação e atualização cadastral do SUS para trabalhadores que não conseguem ir às unidades durante o horário regular

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar