Variedades • 14:21h • 28 de janeiro de 2026
E-mail ou WhatsApp? Por que a estratégia mais eficiente é usar os dois juntos
Especialista aponta que integração entre canais fortalece a jornada de decisão e aumenta conversões no marketing digital
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Nova Ideia | Foto: Arquivo/Âncora1
Com a popularização das automações no WhatsApp e o avanço das plataformas conversacionais, muitos empreendedores passaram a questionar se o e-mail ainda tem espaço nas estratégias de vendas. A resposta, segundo especialistas em marketing digital, não está em escolher um canal em detrimento do outro, mas em entender como e-mail e WhatsApp se complementam ao longo da jornada de compra.
Para Luiz Santos, fundador da Unnichat, a dicotomia entre os dois canais é um erro comum. Com experiência em CRM e automações via API oficial do WhatsApp, ele acompanha de perto como o comportamento do consumidor se distribui entre diferentes pontos de contato digitais.
“Se eu olhar apenas de forma pragmática, a taxa de abertura no WhatsApp ultrapassa 70%. Mas quem garante que não foi o e-mail que consolidou a decisão de compra?”, provoca. Para ele, ignorar um dos canais pode comprometer resultados que não são imediatamente visíveis, mas que influenciam diretamente a conversão final.
Dados de mercado reforçam essa percepção. Relatórios da Campaign Monitor indicam que a taxa média de abertura de e-mails no Brasil varia entre 20% e 25%, podendo ultrapassar 70% em campanhas bem segmentadas e nichadas. Além disso, o e-mail segue sendo o canal preferido para conteúdos mais densos, como propostas detalhadas, materiais educativos, contratos, comunicações institucionais e ofertas que exigem maior tempo de leitura.
Já o WhatsApp se destaca pela agilidade, proximidade e comunicação em tempo real. É nesse ambiente que empresas conseguem recuperar carrinhos abandonados, responder dúvidas rapidamente e manter o lead aquecido com fluxos personalizados. Segundo Luiz Santos, hoje grande parte das vendas acontece no WhatsApp, mas uma parcela relevante ainda se concretiza a partir do e-mail. “Se eu elimino um, posso enfraquecer o outro”, resume.
O ponto central, portanto, está na integração omnichannel. Estratégias que combinam e-mail e WhatsApp de forma coordenada conseguem acompanhar o consumidor em diferentes momentos da decisão, cruzando dados, ajustando mensagens e mantendo consistência na comunicação. Mesmo em ferramentas focadas em mensagens instantâneas, o e-mail continua presente como parte da régua de relacionamento.
Outro fator decisivo é o comportamento fragmentado do consumidor digital. Ele pode clicar em um link recebido no WhatsApp, mas só finalizar a compra após analisar melhor a oferta enviada por e-mail. Ou pode ignorar o e-mail em um primeiro momento e ser reativado mais tarde por uma notificação no WhatsApp. Esse cruzamento de estímulos é o que torna a jornada mais eficiente.
Em um cenário de alta disputa por atenção, simplificar demais a estratégia pode custar caro. O consumidor não espera ser impactado em excesso, mas busca coerência entre os canais que utiliza. Quando bem alinhados, e-mail e WhatsApp criam uma experiência mais natural, respeitam o tempo do cliente e aumentam as chances de conversão.
A conclusão, segundo Luiz Santos, é direta: não se trata de abandonar um canal para apostar em outro, mas de usar todos os que fazem sentido, no momento certo e com a mensagem adequada. Quem entende essa lógica mais cedo, tende a vender mais e com maior previsibilidade.
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