Saúde • 10:23h • 22 de maio de 2026
Ebola: veja cronologia da doença e entenda causa de surtos na África
Disseminação do vírus acende alerta da Organização Mundial da Saúde
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Autoridades sanitárias da República Democrática do Congo (RDC) confirmaram um novo surto de ebola causado pelo vírus Bundibugyo, após uma sequência de casos graves registrados na província de Ituri. O alerta inicial foi emitido no começo do mês, quando uma doença até então desconhecida provocou mortes, inclusive entre profissionais de saúde, no município de Mongbwalu.
Dias depois, análises laboratoriais realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa identificaram o vírus Bundibugyo em oito das 13 amostras de sangue coletadas no distrito de Rwampara.
Na última sexta-feira (15), o governo da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país. Ao mesmo tempo, Uganda confirmou um caso importado da doença na capital Kampala: um homem congolês infectado morreu após entrar no país.
Diante do avanço da doença, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, classificou os surtos na RDC e em Uganda como emergência em saúde pública de importância internacional.
Como o ebola é transmitido
O ebola é uma doença grave e frequentemente fatal que afeta humanos e outros primatas. O vírus é transmitido inicialmente por animais selvagens, como morcegos frugívoros, porcos-espinhos e macacos. Depois, o contágio ocorre entre pessoas por meio do contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de indivíduos infectados.
Também há risco de transmissão pelo contato com objetos contaminados, como roupas, lençóis e superfícies utilizadas por pacientes.
Segundo a OMS, a taxa média de letalidade do ebola é de cerca de 50%, mas em surtos anteriores chegou a atingir até 90%. O maior episódio já registrado ocorreu entre 2014 e 2016, na África Ocidental, quando a doença provocou milhares de mortes em países como Guiné, Serra Leoa e Libéria.
Sintomas e medidas de prevenção
O período de incubação do ebola varia entre dois e 21 dias. Os sintomas iniciais incluem febre, fadiga, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Em seguida, podem surgir vômitos, diarreia, dores abdominais, lesões na pele e, em casos mais graves, sangramentos internos e externos.
A OMS alerta que a doença pode ser confundida com outras infecções, como malária, dengue, febre tifoide e meningite, tornando os exames laboratoriais essenciais para confirmação do diagnóstico.
Entre as principais recomendações para evitar o contágio estão evitar contato físico com pessoas infectadas, não manusear corpos de vítimas sem proteção adequada e higienizar as mãos com frequência.
Profissionais de saúde, familiares que cuidam de pacientes e pessoas que participam de funerais estão entre os grupos de maior risco de exposição ao vírus.
Tratamento e resposta internacional
O tratamento precoce, com hidratação e cuidados intensivos, aumenta as chances de sobrevivência. Para a forma clássica da doença do vírus Ebola existem tratamentos e vacinas aprovados, mas ainda não há terapias específicas aprovadas para o vírus Bundibugyo.
A OMS informou que equipes de resposta rápida foram mobilizadas para atuar nas áreas afetadas. As ações incluem reforço da vigilância epidemiológica, rastreamento de contatos, instalação de centros de tratamento e campanhas de conscientização junto às comunidades.
Segundo a entidade, o envolvimento da população é considerado fundamental para conter a disseminação da doença.
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