Economia • 13:00h • 21 de abril de 2026
Economia prateada mostra força de consumidores e empreendedores 60+
Público movimenta R$ 2 trilhões na economia
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
O Brasil já reúne mais de 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e segue em direção a se tornar o quinto país com maior população idosa do mundo. Esse público movimenta cerca de R$ 2 trilhões na economia, segundo estudo da consultoria Data8.
Esse potencial envolve tanto consumidores quanto empreendedores da chamada economia prateada, termo que faz referência aos cabelos grisalhos. Para atender esse público, os negócios precisam se adaptar a novas demandas, como melhor iluminação nas lojas, sinalização mais clara, acessibilidade, atendimento mais humanizado e processos de compra simplificados. Empreendimentos que oferecem essas condições tendem a conquistar a preferência dos consumidores mais velhos.
A economia prateada reflete uma transformação estrutural da sociedade brasileira, impulsionando empresas a desenvolver produtos e serviços alinhados a uma população mais longeva, contribuindo também para um modelo de desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.
Para o público acima dos 70 anos, como o aposentado João Gualberto de Almeida Teixeira, um dos principais pontos de atenção está no atendimento. Segundo ele, falta mais cuidado e atenção no contato direto, com escuta ativa e interação mais próxima, algo considerado essencial.
Entre os setores com maior potencial estão saúde e bem-estar, com academias especializadas em treinos adaptados, e serviços de telemedicina e monitoramento remoto. O segmento de cuidadores também cresce, com possibilidade de formalização como microempreendedores, oferecendo mais segurança para famílias e profissionais.
O turismo e lazer voltados para esse público também se destacam, principalmente com pacotes fora da alta temporada e experiências culturais. Além disso, há oportunidades em serviços financeiros, como planejamento para uma aposentadoria ativa, e no setor de habitação, com adaptações residenciais que ampliem conforto e acessibilidade.
Outro movimento importante é o aumento da presença desse público no comércio eletrônico. Apesar de crescerem nas compras online, ainda há necessidade de ampliar a inclusão digital, já que pessoas mais velhas estão entre as mais vulneráveis a golpes virtuais. Por isso, cresce também a oferta de cursos de tecnologia voltados a esse grupo.
Um exemplo de negócio voltado a esse público é o do microempreendedor João Lopes, que criou uma empresa de venda de mel com foco em consumidores acima de 60 anos. Além de comercializar o produto, ele também capacita pessoas para a produção, gerando renda e impacto social positivo.
No campo da capacitação, iniciativas como programas voltados ao empreendedorismo sênior têm ganhado força. Esses projetos atendem principalmente mulheres e abrangem áreas como gastronomia, economia criativa, artesanato, moda, beleza e consultoria.
O perfil da população idosa também mudou. Hoje, trata-se de um público mais ativo, que viaja, estuda, consome e busca qualidade de vida. Com isso, o mercado se expande, embora ainda enfrente desafios como o etarismo no trabalho formal, o que leva muitos a buscarem no empreendedorismo uma alternativa de renda e autonomia.
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