Responsabilidade Social • 13:03h • 26 de março de 2026
Entenda como funciona a rede de monitoramento de água do Governo de SP
Estações automáticas e técnicos treinados percorrem o estado coletando amostras e permitem resposta rápida a riscos ambientais
Agência SP | Foto: Governo de SP
O Governo de São Paulo mantém uma rede de mais de 1,2 mil pontos de acompanhamento e coleta de amostras de água em rios, praias, reservatórios, águas costeiras e aquíferos subterrâneos espalhados por todo o estado, como parte do sistema de controle ambiental operado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
Pela rede de monitoramento, técnicos realizam coletas periódicas, análises laboratoriais e acompanhamento de indicadores que ajudam a revelar como está a “saúde” das águas que percorrem diferentes regiões, sustentam atividades econômicas e abastecem mais de 46 milhões de pessoas.
Grande parte desse monitoramento é feita em tempo real, com tecnologia utilizada nas 21 estações automáticas de monitoramento da qualidade da água, instaladas em rios e reservatórios. Esses equipamentos funcionam 24 horas e registram medições a cada cinco minutos, permitindo acompanhar os parâmetros que indicam as condições da água em locais estratégicos. Esse trabalho gera, em média, 10 milhões de dados por ano, e permite respostas mais rápidas diante de possíveis impactos ambientais.
Esse trabalho soma-se ao das equipes da companhia, que percorrem o estado coletando amostras para testes em rios, represas, praias e poços subterrâneos.
Praias e rios
No litoral paulista, a Cetesb monitora 175 praias ao longo de 256 quilômetros de costa. As amostras coletadas indicam se a água está própria ou não para banho, informação divulgada ao público por meio de boletins e bandeiras instaladas nas praias semanalmente.
Nos rios e reservatórios, o acompanhamento ocorre em mais de 550 pontos distribuídos pelas principais bacias hidrográficas do estado, permitindo entender como a qualidade da água varia ao longo do tempo e identificar possíveis sinais de poluição.
Há também uma vigilância menos visível, mas igualmente importante: a das águas subterrâneas. Atualmente, 320 poços são monitorados para acompanhar a qualidade de aquíferos que abastecem municípios e sustentam atividades agrícolas e industriais.
“São Paulo possui uma das mais amplas redes de monitoramento da qualidade da água do país. Esse sistema nos permite acompanhar a qualidade das praias, rios, reservatórios e aquíferos ao longo do tempo e identificar situações que possam representar riscos para a população ou para o meio ambiente”, esclarece a diretora de Qualidade Ambiental da Cetesb, Maria Helena Martins.
Vigilância no Rio Tietê
No Rio Tietê, um dos principais cursos d’água do estado, o monitoramento também ganhou reforço nos últimos anos. Além das estações automáticas, a Cetesb mantém 27 pontos de acompanhamento ao longo do rio, entre Biritiba Mirim e a foz no rio Paraná, para avaliar a evolução da qualidade da água.
Para medir a poluição gerada principalmente pelo esgoto doméstico proveniente da região metropolitana de São Paulo, a companhia também monitora 30 afluentes entre Mogi das Cruzes e Barueri, analisando a carga de matéria orgânica antes que esses cursos d’água desaguem no Tietê.
Na barragem Edgar de Souza, outro ponto estratégico do monitoramento, técnicos realizam a quantificação da carga de poluição orgânica lançada no rio após atravessar a região metropolitana.
“O nosso maior ativo hoje não é apenas a quantidade de dados produzidos, mas a capacidade de transformar estes dados em informações para a tomada de decisões com objetivo de promover a melhoria dos recursos hídricos”, complementa a diretora.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos