Saúde • 15:00h • 20 de julho de 2025
Entenda como o inverno pode afetar seu humor e desencadear sintomas de depressão
Com menos luz solar e mais tempo em ambientes fechados, estação exige atenção à saúde mental e ao equilíbrio nutricional
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Broto Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
O inverno traz consigo mudanças que vão além das baixas temperaturas. A redução da luz solar, o ritmo desacelerado da rotina e a tendência de permanecer mais tempo em ambientes fechados podem impactar diretamente o bem-estar emocional. Em muitos casos, essa combinação de fatores está relacionada ao chamado Transtorno Afetivo Sazonal (TAS), conhecido como depressão sazonal.
De acordo com a especialista em comportamento humano Gisele Hedler, a condição está associada à diminuição dos níveis de serotonina e melatonina, substâncias fundamentais para a regulação do humor e do sono. “Muitas pessoas notam piora dos sintomas depressivos no outono e inverno, mas nem sempre percebem que isso pode indicar um quadro específico, com nome e tratamento”, explica.
A depressão sazonal costuma provocar tristeza constante, fadiga, distúrbios do sono, alteração no apetite, ganho de peso e isolamento social. Além dos fatores ambientais e hormonais, a alimentação também exerce influência decisiva. “Nos meses frios, há uma queda no consumo de vegetais e aumento de alimentos calóricos, o que reduz nutrientes importantes como triptofano, magnésio, vitaminas do complexo B e vitamina D, que são essenciais para o bom funcionamento do sistema nervoso”, alerta Gisele.
Outro ponto de atenção é o intestino. Como cerca de 90% da serotonina é produzida no intestino, desequilíbrios na flora intestinal e dietas pobres em fibras e vegetais também afetam diretamente a saúde emocional.
Ações simples fazem diferença
Segundo Gisele, mesmo quem não possui diagnóstico clínico pode sentir uma espécie de “tristeza de inverno”, com baixa energia e desânimo. A especialista orienta a adotar uma rotina ativa e a valorizar pequenos prazeres da estação. “Estamos condicionados a pensar que o frio nos paralisa, mas com ajustes na rotina e mais tempo ao ar livre, é possível atravessar o período com bem-estar.”
Para casos diagnosticados de TAS, o tratamento pode incluir Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), abordagem que ajuda a reestruturar pensamentos negativos automáticos e promover respostas emocionais mais equilibradas.
Além disso, práticas como meditação, técnicas de relaxamento, leitura, socialização e até uma caminhada ao sol podem contribuir significativamente para a recuperação. “É possível sim ter qualidade de vida no inverno, mesmo com os desafios da estação. O mais importante é estar atento aos sinais e não ignorar os impactos que o clima pode ter sobre nossa saúde mental”, conclui Gisele.
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