Mundo • 14:01h • 20 de julho de 2026
Entenda o "beijo" da maior ponte do Estado de São Paulo e por que ele é tão importante
Momento marca a união dos dois lados da construção sobre o Rio Tietê; duplicação da ponte na SP-333 deve ser concluída ainda neste ano
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Entrevias | Foto: Divulgação
A construção da maior ponte do Estado de São Paulo atingiu, na última sexta-feira (17), uma das fases mais importantes da obra. Representantes da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) acompanharam o chamado "beijo" da ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona, etapa que une os dois lados da estrutura construída sobre o Rio Tietê, na Rodovia Dr. Mário Gentil (SP-333), entre os municípios de Novo Horizonte e Pongaí.
A visita reuniu o superintendente de Rodovias da Artesp, Roger Pêgas, o especialista em Regulação de Transportes da agência, Benício Felinto, além da diretoria da Entrevias, concessionária responsável pela obra. O empreendimento foi iniciado em setembro de 2024 e tem previsão de conclusão ainda em 2026.
O que significa o "beijo" da ponte
O termo "beijo" é utilizado na engenharia para definir o momento em que os dois balanços sucessivos da ponte finalmente se encontram. Nesse método construtivo, a estrutura avança a partir dos pilares centrais, com segmentos executados alternadamente para cada lado até formar um único conjunto contínuo.
Segundo o diretor de Engenharia da Entrevias, Paulo Negreiros, essa é uma etapa de alta precisão e representa um dos maiores marcos da construção. Para a equipe técnica, o encontro das duas extremidades simboliza a conclusão do avanço estrutural sobre o vão central da ponte e demonstra o nível de engenharia empregado no projeto.
Investimento de R$ 389 milhões
A nova ponte está sendo construída paralelamente à estrutura existente, no sentido leste da SP-333, entre os quilômetros 229,960 e 232,400. O investimento é de R$ 389 milhões, com valores atualizados para maio de 2026.
Com 2,4 quilômetros de extensão, a nova estrutura contará com duas faixas de rolamento. Após a conclusão da duplicação, a ponte atual passará por melhorias e será adaptada para o tráfego de pedestres, recebendo também iluminação para ampliar a segurança dos usuários.
De acordo com o CEO da Entrevias, Pablo Pascuttini, além de ampliar a capacidade da rodovia, o empreendimento fortalece a infraestrutura logística do interior paulista, melhora a fluidez do trânsito e beneficia o transporte da produção agrícola e industrial da região.
Projeto também prevê ações ambientais
Além da ampliação da capacidade viária, a obra incorpora medidas voltadas à preservação ambiental. Entre elas estão o monitoramento da qualidade da água do Rio Tietê, ações para manutenção da atividade pesqueira, instalação de balizadores para proteção da avifauna e programas de resgate e afugentamento de peixes durante a execução dos serviços.
Com o avanço registrado nesta semana, a construção entra na reta final de uma das maiores intervenções rodoviárias em andamento no interior paulista, aproximando a entrega de uma estrutura considerada estratégica para a mobilidade e o desenvolvimento econômico da região.
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