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Saúde • 15:11h • 16 de maio de 2026

Entender diferença entre UPA e UBS ajuda a evitar superlotação nos hospitais

Uso correto da rede de saúde ajuda a reduzir superlotação e garante atendimento mais rápido para casos graves

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da CW Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Dor no peito, febre e falta de ar: saiba quando procurar uma emergência
Dor no peito, febre e falta de ar: saiba quando procurar uma emergência

Dor no peito, falta de ar, febre alta, cortes profundos ou sintomas gripais leves. Em momentos de preocupação, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre qual serviço de saúde procurar e acabam recorrendo às unidades de emergência mesmo em situações que poderiam ser resolvidas em atendimentos básicos. Segundo especialistas, compreender a diferença entre casos de urgência e situações de menor gravidade ajuda a reduzir a sobrecarga dos serviços e melhora o fluxo de atendimento para toda a população.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro mostram que as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) da cidade realizam cerca de 100 mil atendimentos por mês. O volume elevado reforça a importância do uso adequado da rede de saúde, especialmente em situações que exigem resposta imediata.

Para o médico Bruno Caldas, entender o funcionamento dos diferentes serviços disponíveis é fundamental para garantir atendimento mais eficiente e seguro. “Quando existe risco à vida ou possibilidade de agravamento rápido do quadro, o ideal é buscar imediatamente uma unidade de emergência ou acionar o serviço móvel”, orienta o especialista.

Quando o caso é considerado emergência

As emergências médicas envolvem situações com risco iminente de morte ou comprometimento grave de órgãos e funções vitais. Nesses casos, o atendimento rápido pode fazer diferença direta no prognóstico e na recuperação do paciente.

Entre os principais sinais de alerta estão dor intensa no peito, dificuldade para respirar, perda de consciência, convulsões, hemorragias importantes, queimaduras extensas, acidentes graves e traumas com suspeita de fratura ou lesão interna.

Sintomas neurológicos súbitos também exigem atenção imediata. Fraqueza em um dos lados do corpo, dificuldade para falar, alteração visual repentina e confusão mental podem indicar um acidente vascular cerebral (AVC). Segundo Caldas, nesses quadros o tempo de resposta é decisivo para reduzir riscos de sequelas e complicações.

Casos leves podem ser resolvidos em UBS e consultas ambulatoriais

Apesar da importância das UPAs e hospitais de emergência, muitos atendimentos podem ser realizados em unidades básicas de saúde (UBS), clínicas da família ou consultas ambulatoriais.

Sintomas gripais leves, febre baixa sem sinais de gravidade, dores musculares, pequenas alergias, dores crônicas já conhecidas e renovação de receitas estão entre os casos que normalmente não exigem pronto-atendimento. “O pronto-atendimento deve ser utilizado de forma consciente. Isso não significa minimizar a dor ou o desconforto das pessoas, mas entender qual é o local mais adequado para cada necessidade”, explica o médico.

Segundo ele, quando os pacientes são encaminhados corretamente dentro da rede, os serviços conseguem oferecer resposta mais rápida aos casos críticos e acompanhamento mais adequado para situações que exigem continuidade de cuidados.

Classificação de risco prioriza pacientes mais graves

Uma das dúvidas mais frequentes da população envolve o tempo de espera nas unidades de emergência. O coordenador explica que o atendimento não segue apenas a ordem de chegada, mas protocolos de classificação de risco.

Isso significa que pacientes em situação mais grave recebem prioridade, mesmo que tenham chegado depois de outras pessoas à unidade. “Duas pessoas podem chegar ao mesmo tempo à unidade e serem atendidas em momentos diferentes porque uma delas apresenta maior risco clínico. Esse sistema existe justamente para salvar vidas”, esclarece Bruno.

O médico destaca ainda que crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas podem exigir avaliação mais rápida dependendo dos sintomas apresentados.

Informação ajuda a evitar superlotação

Para especialistas, orientar a população sobre o funcionamento da rede pública de saúde também é uma forma de prevenção coletiva. Além de reduzir filas e superlotação nas emergências, a informação ajuda pacientes a reconhecer sinais de gravidade e buscar ajuda no momento adequado.

“Buscar o serviço correto não significa deixar de cuidar da saúde. Pelo contrário. Significa utilizar os recursos disponíveis de forma mais eficiente para que todos tenham acesso ao atendimento quando realmente precisam”, conclui Bruno Caldas.

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