Ciência e Tecnologia • 17:45h • 09 de janeiro de 2026
Entre 10 e 11 de janeiro, Júpiter vira o grande espetáculo do céu noturno
Planeta gigante entra em oposição e pode ser observado a olho nu durante toda a noite neste final de semana
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Urania Planetário | Foto: Divulgação
Durante a noite desta sábado (10) e a madrugada de domingo (11), o céu reserva um dos fenômenos astronômicos mais impressionantes do ano: Júpiter estará visível a olho nu durante toda a noite. O evento ocorre por causa da chamada oposição, quando Sol, Terra e Júpiter ficam aproximadamente alinhados no espaço, colocando o planeta gigante exatamente oposto ao Sol no céu.
Na prática, isso significa que Júpiter nasce no horizonte leste logo após o pôr do Sol e só se põe no horizonte oeste ao amanhecer. É uma janela rara e privilegiada de observação, acessível inclusive para quem mora em áreas urbanas.
Para uma visualização mais confortável, a recomendação é aguardar cerca de uma hora após o pôr do Sol, quando o crepúsculo astronômico se encerra. Nesse momento, o brilho do planeta se destaca com facilidade, especialmente se o observador tiver um horizonte leste livre de prédios, árvores ou morros.
Ao longo da noite, Júpiter sobe gradualmente no céu e atinge sua maior altura por volta da meia-noite, quando cruza o meridiano celeste, linha imaginária que passa diretamente sobre o observador. A partir daí, inicia uma lenta descida em direção ao oeste, somando até 11 horas consecutivas de observação.
Mesmo sem instrumentos ópticos, o planeta já chama atenção pelo brilho intenso e constante, que não pisca como as estrelas. Quem dispõe de binóculos ou telescópios simples pode ir além e observar um dos espetáculos mais didáticos da astronomia: o movimento das quatro luas galileanas, Io, Europa, Ganimedes e Calisto.
Esses satélites naturais mudam de posição perceptivelmente ao longo da noite. Observações feitas a cada 30 ou 60 minutos permitem acompanhar os deslocamentos e até registrar o fenômeno por meio de desenhos, fotografias ou pequenas animações, recurso bastante utilizado em atividades educativas.
Eventos como a oposição de Júpiter ajudam a compreender, de forma prática, a dinâmica do Sistema Solar e os movimentos relativos entre planetas e a Terra. Além do valor científico e didático, trata-se também de uma oportunidade de conexão direta com o céu, acessível a qualquer pessoa disposta a olhar para cima.
Mais informações sobre este e outros fenômenos astronômicos são divulgadas ao longo do ano nas lives semanais realizadas às terças-feiras, às 19h30, no canal do YouTube da Urânia Planetário.
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